
Com um surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, a Organização Mundial de Saúde declarou, neste domingo (17), emergência de saúde pública de importância internacional. Os países registraram ao menos 246 casos suspeitos e 80 óbitos.
De acordo com a OMS, o surto está associado à cepa Bundibugyo do vírus ebola. Para decretar a emergência internacional, a organização considerou fatores como o risco de disseminação da doença entre países, a crise humanitária na região e a alta mobilidade populacional.
Uganda também confirmou dois casos de pessoas que haviam retornado de viagem à República Democrática do Congo.
Diferentemente do surto registrado no Congo entre 2018 e 2019, causado pela cepa Ebola-Zaire, atualmente não existem vacinas específicas aprovadas para o vírus Bundibugyo, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.
A OMS informou ainda que quatro profissionais de saúde que atuavam no atendimento de pacientes com suspeita de ebola morreram com sintomas compatíveis com febre hemorrágica viral. O cenário acendeu um alerta sobre possíveis falhas nas medidas de prevenção e controle da infecção dentro das unidades de saúde.
Apesar da declaração de emergência internacional, a organização destacou que a situação ainda não atende aos critérios para ser classificada como uma pandemia.
Recomendações da OMS
Em comunicado, a OMS orientou os países afetados a reforçarem ações de vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, prevenção e controle de infecções, comunicação de riscos, diagnóstico laboratorial e manejo clínico dos pacientes.
A entidade também recomendou que países vizinhos às áreas afetadas ampliem as medidas de preparação e resposta, incluindo vigilância ativa em unidades de saúde, monitoramento comunitário para identificação de mortes suspeitas, ampliação da capacidade laboratorial e treinamento de profissionais da saúde.