A solução para o surto de sífilis no Brasil é investir na prevenção, sem confiar que o tratamento basta
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A solução para o surto de sífilis no Brasil é investir na prevenção, sem confiar que o tratamento basta

Os casos de gonorreia e sífilis  registraram crescimento expressivo na Europa nos últimos dez anos, segundo dados divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.

Desde 2015, os diagnósticos de gonorreia aumentaram 303%, ultrapassando 106 mil casos. Já os registros de sífilis mais que dobraram no mesmo período, superando 45,5 mil infecções.

A Espanha concentra atualmente o maior número de notificações das duas doenças. Em 2024, o país contabilizou mais de 37,1 mil casos de gonorreia e 11,5 mil diagnósticos de sífilis.

De acordo com autoridades de saúde europeias, o avanço das infecções está relacionado principalmente à redução do uso de preservativos e às falhas na realização de testes e diagnósticos precoces.

Especialistas alertam que, embora a maior parte dos casos ainda esteja concentrada entre homens que fazem sexo com homens, houve aumento significativo de infecções entre mulheres heterossexuais em idade fértil.

Em 2025, o Reino Unido lançou a primeira vacina do mundo contra a gonorreia após registrar um número recorde de 85 mil casos da doença em 2023.

Entre os principais sintomas da gonorreia estão dor, inflamação e corrimento incomum nos órgãos genitais, embora algumas pessoas possam não apresentar sinais da infecção.

Já a sífilis pode provocar feridas nos genitais e na boca, manchas pelo corpo, queda de cabelo e sintomas semelhantes aos da gripe.

Autoridades de saúde reforçam que a maioria das infecções sexualmente transmissíveis pode ser evitada com o uso de preservativos e tratamento adequado com antibióticos.

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