O trabalho precisa ser em equipe para trazer senso de pertencimento
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O trabalho precisa ser em equipe para trazer senso de pertencimento


Me pergunto, diariamente, sobre o futuro do trabalhador padrão brasileiro, aquele que acorda cedo, demora pra chegar em casa, custa para ter uma noite de boas horas de sono, já acorda preocupado com diversos fatores para fazer o seu dia ser produtivo e se sentir feliz.

Chegamos ao ponto. Ninguém nos ensinou como fazer para ser feliz no trabalho. Antigamente, quando historicamente só o homem trabalhava, era comum construir uma carreira de uma vida toda em uma só empresa. Os tempos foram mudando a ponto de nos encontrarmos em um momento em que muita gente tem se sentir satisfeita simplesmente por ter um ganha-pão.

Diante disso, perdemos o poder de escolha, a capacidade de sonhar e a voz. É preciso muita coragem para cruzar o caminho do rio e deixar de temer a concorrência, a chegada de uma pessoa nova na equipe, o brilho do colega do lado, as comuns incongruências das promoções sem lógica, ver o colega empurrar problemas difíceis para baixo do tapete.

Felicidade no trabalho não se conjuga com escassez, gritos, injustiça, falta de empatia, bajulação e medo. O oposto disso até existe, mas precisa de uma cultura, que vem de cima pra baixo e a segurança de se trabalhar em paz é para poucos. Vejo que há muita gente adoecendo e acompanho isso de perto. A saúde mental exige lentes de aumento, senão o que vai crescer, de forma geométrica, são os afastamentos por burnout, por exemplo.

Façamos o favor conosco mesmos de buscar não tripudiar sobre os colegas quando virarmos chefes, de sermos exatamente o líder que gostaríamos de termos tido, de enxergarmos o time de trabalho como time mesmo, onde um ajuda o outro. Avançamos muito no discurso e muito pouco na prática. Podemos contar nos dedos as empresas realmente focadas no tema liderança participativa e trabalho com resultados em equipe.

"Equipe" significa um grupo de pessoas que trabalham juntas para alcançar um objetivo comum, utilizando suas habilidades complementares.

Vejo adultos sem ânimo, doentes, se sentindo vulneráveis, com pouco diálogo e muita frustração diante das tarefas diárias. Os jovens já perceberam o drama, seja em casa ou entre os pares. Pesquisa global, realizada em ano passado pela Deloitte, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, revela que 86% dos jovens da Geração Z consideram que ter um senso de propósito é essencial para a satisfação no trabalho.

Outra pesquisa realizada pela Harvard Business Review indicou também que colaboradores satisfeitos são 31% mais produtivos, 85% mais eficientes e 300% mais inovadores, tudo o que o contratante quer. Então, a cultura interna das empresas precisa mudar, para que as pessoas se sintam pertencentes, seguras e dispostas. Vestir a camisa, como se fala, exige identificação, sentimento de pertencimento e, acima de tudo, reconhecimento.

Não há nada mais humano do que querer se sentir aceito e seguro, itens fundamentais para o bom desenvolvimento psíquico, algo ainda muito raro nos ambientes corporativos em geral. Estou na torcida para uma verdadeira mudança estratégica nos departamentos pessoais e recursos humanos. Que os trabalhadores possam receber treinamentos, incentivos e recursos emocionais, novas peças para esse jogo de xadrez,  visando a felicidade como forma de alcançar mais produtividade e a lucratividade!

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