Kelly Fuji na apresentação de Dança do Ventre - 2025
Leonardo Martins/RJ
Kelly Fuji na apresentação de Dança do Ventre - 2025

A dança sempre foi usada para celebrar colheitas, casamentos e transições da vida. Além disso, transmite histórias, identidades e tradições, pois é capaz de dizer o que palavras não alcançam. Quem me conhece, sabe que eu amo dançar e ver espetáculos e realities onde a dança é protagonista.

As primeiras formas de dança surgiram antes da escrita, como parte de rituais. No século XV, a dança ganha estrutura e técnica e nasce a base do ballet clássico e, 500 anos depois, acontece a valorização da expressão, do peso do corpo, da respiração, e com isso, a dança moderna. Merecem destaque, os pioneiros Isadora Duncan, Rudolf Nureyev, Vaslav Nijinsky e Mikhail Baryshnikov.

A ideia de que a dança faz bem não só para o corpo, mas também para a mente é muito antiga, porém as evidências científicas, começaram a surgir no partir dos anos 1940–1970. A Dance/Movement Therapy (DMT) nasce nos EUA, liderada por Marian Chace, já demonstrando redução de sintomas de ansiedade, melhora social em pacientes psiquiátricos e melhoria da regulação emocional. A partir desse momento, surgem estudos com metodologias mais rigorosas.

De 2000 para cá, a ciência começou e encontrar evidências neurocientíficas fortes, através de exames como PET scan, mostrando que a dança aumenta conectividade neural, melhora memória espacial e função executiva e protege contra demência em idosos. Estudo da New England Journal of Medicine de 2003, mostra que a dança reduz risco de demência em 76%, mais que qualquer outra atividade.

Estamos em 2025 e a maior referência de longevidade mundial, Peter Attia, especialista em medicina de longevidade, menciona a dança como uma prática potente para manter a função cognitiva, pois envolve movimento complexo, ritmo, interação social e aprendizagem contínua, todos fatores associados à proteção contra demência. O médico formado pela Universidade de Standford e especialista em envelhecimento saudável, cravou que a dança é melhor que cruzadinhas para evitar demência e Alzheimer.

Para falar especificamente de dança, entrevistei uma especialista no assunto, Kelly Fuji, 50 anos, professora de dança há 25 anos e Diretora da Samadhi Dance, escola localizada na cidade de São Paulo, que conta com 25 modalidades diferentes e que já recebeu mais de 10 mil alunos desde a fundação. Segundo ela: “Dançar é muito mais do que dominar técnicas, é uma forma de estar vivo com intensidade, em movimento, em alegria e pertencimento”.

Kelly conta que “ao longo dessa trajetória, presenciou relatos de autoestima reconstruída, novas amizades, namoros, casamentos, reabilitação motora e melhora consciente da saúde emocional, muitas vezes redução ou interrupção do uso de ansiolíticos e antidepressivos, sempre com acompanhamento médico”.

Eu termino com um convite para você que está lendo esse texto: Permita-se esse cuidado. Seu futuro mais saudável pode começar com um movimento.

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