Jan-Emmanuel De Neve, professor da Universidade de Oxford e referência nas pesquisas sobre felicidade, bem-estar e desempenho virá ao Brasil para evento sobre felicidade no trabalho
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Jan-Emmanuel De Neve, professor da Universidade de Oxford e referência nas pesquisas sobre felicidade, bem-estar e desempenho virá ao Brasil para evento sobre felicidade no trabalho


No ano passado, escrevi nesta coluna sobre o Mind Summit e sobre a importância de trazer a saúde mental para o centro das conversas sobre trabalho, liderança e comportamento. Um ano depois, o tema não apenas permanece atual como ganhou ainda mais urgência.

A terceira edição do Mind Summit, que acontece nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo, propõe uma reflexão que vai além da pergunta sobre como cuidar melhor da saúde mental dos trabalhadores. A questão, talvez mais profunda, seja que tipo de trabalho estamos construindo e que tipo de vida esse trabalho está produzindo?

Durante muito tempo, falar em saúde mental nas empresas significava pensar em benefícios, programas de apoio psicológico ou ações pontuais de qualidade de vida. Hoje, a discussão amadureceu e burnout, segurança psicológica, pertencimento, confiança, felicidade, liderança e cultura organizacional passaram a fazer parte de uma mesma equação.

A saúde mental não acontece apenas dentro de cada indivíduo. Ela também é influenciada pela maneira como o trabalho é organizado, pela qualidade das relações, pela forma como as lideranças conduzem suas equipes e pelo ambiente em que as pessoas passam boa parte de suas vidas. “Queremos que o summit seja um espaço onde as pessoas parem para pensar sobre o tipo de trabalho e de sociedade que estamos construindo”, afirma Adriana Drulla, psicóloga, economista, mestre em Psicologia Positiva pela University of Pennsylvania (EUA), cofundadora do Mind e curadora do evento.

Adriana Drulla, curadora do Mind Summit conta que desafio agora é transformar boas iniciativas em mudanças estruturais
Reprodução/Instagram @adrianadrulla
Adriana Drulla, curadora do Mind Summit conta que desafio agora é transformar boas iniciativas em mudanças estruturais


A programação trará nomes de peso da ciência internacional. Entre eles estão Amy Edmondson, professora da Harvard Business School e uma das principais referências mundiais em segurança psicológica, Christina Maslach, professora da Universidade da Califórnia em Berkeley e uma das maiores autoridades nos estudos sobre burnout, Jan-Emmanuel De Neve, professor da Universidade de Oxford e referência nas pesquisas sobre felicidade, bem-estar e desempenho, e Sonja Lyubomirsky, professora da Universidade da Califórnia, Riverside, conhecida por sua contribuição à ciência da felicidade.

A presença desses pesquisadores ajuda a refletir sobre uma tentativa de  adaptar pessoas a ambientes de trabalho adoecedores e sobre como estamos preparados para transformar esses ambientes. Para Adriana, o Brasil avançou significativamente nessa discussão: “A saúde mental deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar espaço nas agendas dos conselhos, dos CEOs e das lideranças de RH. Hoje existe muito mais consciência sobre o impacto que ambientes de trabalho saudáveis têm sobre inovação, produtividade, retenção de talentos e resultados”, avalia.

Entender que saúde mental é para estar nas mesas decisórias das corporações pode promover uma virada de chave nesse debate contemporâneo: “Não estamos mais falando apenas sobre oferecer apoio psicológico ou benefícios, mas sobre cultura organizacional, modelos de liderança, segurança psicológica, confiança, pertencimento e desenho do trabalho. Muitas empresas já compreenderam que saúde mental é consequência da forma como o trabalho é organizado, da qualidade da liderança, das relações e da cultura construída diariamente”, aponta Adriana Drulla.

É uma reflexão que interessa não apenas aos CEOs ou profissionais de recursos humanos, mas diz respeito a todos nós, porque o trabalho ocupa uma parcela enorme da nossa existência e influencia nossa identidade, nossos relacionamentos, nosso tempo e até a maneira como percebemos nosso próprio valor. 

Por fim, o summit trará o conceito de felicidade para o palco: “Felicidade não é um estado permanente nem uma obrigação. É a consequência de uma vida com sentido, relações de qualidade, saúde e possibilidade de contribuir para algo maior do que nós mesmos. Organizações saudáveis são feitas por pessoas saudáveis e isso beneficia não apenas os resultados das empresas, mas toda a sociedade”, afirma Adriana.

No fim das contas, falar sobre saúde mental nas organizações é falar sobre pessoas e isso exige coragem de todos nós, seja do líder ou do liderado.

Serviço: Mind Summit 2026

📅 16 e 17 de setembro de 2026
🌐 Programação:  www.mindsummit.com.br

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