Dezembro Laranja alerta para erros comuns no uso do protetor
I.A
Dezembro Laranja alerta para erros comuns no uso do protetor

Dezembro marca o início do verão e também do Dezembro Laranja, campanha nacional da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) dedicada à conscientização sobre o câncer de pele. Com dias mais quentes e maior permanência ao ar livre, a exposição solar aumenta e, com ela, a necessidade de atenção redobrada à saúde da pele.

Segundo a dermatologista Irene Machado, do Hospital Quali Ipanema, a exposição ao sol acontece diariamente, mesmo em trajetos curtos. “Toda vez que saímos à rua somos expostos à radiação. Ainda que em níveis baixos, essa exposição se acumula ao longo dos anos e pode causar envelhecimento precoce, manchas e até câncer de pele”, alerta.

Por isso, o uso do protetor solar deve ir além da praia ou da piscina.“O ideal é usar protetor sempre que sair de casa. Sempre que possível, também é importante associar chapéus, bonés, óculos escuros e roupas com proteção UV em situações de lazer ou trabalho sob sol intenso”, orienta a especialista.

Existe protetor solar ruim?

De acordo com Irene Machado, todos os protetores solares vendidos em farmácias seguem normas rigorosas da ANVISA, o que garante segurança e eficácia. A recomendação mínima é FPS 30, mas a escolha do produto deve considerar o perfil de cada pessoa.

“Textura, fragrância, acabamento mate ou hidratante influenciam na adesão ao uso diário. Alguns protetores ainda possuem ativos antienvelhecimento, o que é um bônus. Mas é importante lembrar: o melhor anti-idade comprovado pela ciência é o protetor solar”, destaca.

Dicas importantes da dermatologista

  • Para praia, piscina e períodos de maior transpiração, prefira protetores resistentes à água.
  • No dia a dia, o ideal é um protetor específico para uso cotidiano.
  • Bases e maquiagens com FPS não substituem o protetor solar, pois não são aplicadas na quantidade necessária para proteção adequada.
  • Protetores em spray exigem atenção: o vento pode dispersar o produto e gerar aplicação irregular, deixando áreas desprotegidas.


Pessoas de pele clara precisam de mais cuidado?

Embora pessoas de pele clara tenham maior risco de desenvolver câncer de pele, a dermatologista reforça que a proteção é essencial para todos. “Pessoas negras apresentam menor incidência, mas costumam desenvolver formas mais graves da doença, o que eleva a taxa de mortalidade. Por isso, o cuidado com a pele é universal”, explica.

Bebês e crianças podem usar protetor solar?

O uso de protetor solar é indicado apenas a partir dos 6 meses de idade. Antes disso, a pele do bebê ainda é muito sensível. “O ideal é apostar na proteção física: roupas compridas, chapéu de aba larga e sombra”, orienta Irene. Após os 6 meses, devem ser utilizados protetores físicos (minerais), à base de dióxido de titânio e óxido de zinco, mais seguros para peles sensíveis.

E os idosos, precisam se proteger?

Sim e muito. “As pessoas vivem mais e melhor. Uma pessoa de 60 anos pode ter expectativa de vida superior a 30 anos. Quando falamos em proteção solar, precisamos pensar no tempo de radiação acumulada ao longo da vida. Vale muito a pena se cuidar”, finaliza a dermatologista.

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