
Apesar de ser um objetivo desejado por muitas pessoas, o processo de emagrecimento — especialmente quando acontece de forma acelerada — pode revelar mudanças inesperadas na pele. A redução rápida do volume de gordura altera a estrutura de sustentação do corpo e, com isso, celulite e flacidez podem se tornar mais evidentes, mesmo quando há cuidados constantes com alimentação e exercícios.
Segundo a médica Jussara Ribeiro, especialista em Dermatologia e Medicina Estética Avançada, essa resposta do corpo tem explicações fisiológicas claras.
"Durante o emagrecimento, especialmente quando é mais rápido, ocorre uma redução importante do volume de gordura que sustentava a pele. Se a pele não tem boa qualidade de colágeno e elastina, ela não consegue se retrair adequadamente", afirma.
Essa perda de sustentação também interfere em outros mecanismos essenciais. "Há diminuição da vascularização, alteração da matriz extracelular e perda de suporte do tecido conjuntivo, o que evidencia irregularidades como celulite e flacidez, mesmo em pacientes disciplinados", explica a médica.
Como os tratamentos atuam para recuperar firmeza e textura
A evolução das tecnologias corporais tem permitido reconstruir parte da sustentação perdida durante o emagrecimento. "Os tratamentos atuam estimulando a neocolagênese e a reorganização das fibras existentes. As tecnologias energéticas e os bioestimuladores ativam fibroblastos, aumentam o colágeno tipo I e III e melhoram a densidade dérmica", destaca Jussara Ribeiro.
Esse conjunto de estímulos favorece:
- maior firmeza da pele;
- melhora da textura;
- suavização da celulite;
- aumento da capacidade de retração dos tecidos.
Entre as tecnologias citadas estão radiofrequência de alta potência, ultrassom microfocado e campos eletromagnéticos, recursos que, quando combinados, oferecem resultados mais expressivos e duradouros.
Celulite hormonal x celulite pós-emagrecimento
A origem da celulite influencia diretamente no tratamento ideal. "A celulite de origem hormonal costuma estar associada a alterações circulatórias, inflamatórias e retenção hídrica. Já a celulite pós-emagrecimento está mais relacionada à flacidez, perda de colágeno e desorganização do tecido conjuntivo", explica a dermatologista.
Por isso:
- casos hormonais exigem abordagem mais vascular e metabólica;
- casos pós-emagrecimento demandam maior estímulo de colágeno, firmeza e protocolos combinados.
Por que ativos regenerativos estão em alta
"Esses ativos atuam na regeneração celular, melhoram a comunicação entre as células, estimulam fibroblastos e favorecem a reparação tecidual. No pós-emagrecimento, ajudam a recuperar qualidade de pele, elasticidade e viço", diz Jussara.
O paciente ideal costuma ser aquele com:
- pele fina ou fragilizada;
- flacidez leve a moderada;
- perda visível de colágeno;
- necessidade de potencializar tecnologias.
Cuidados que podem ser iniciados ainda durante o emagrecimento
Para quem está em processo de perda de peso, a prevenção pode alterar completamente o resultado final.
"O ideal é iniciar precocemente protocolos de estímulo de colágeno, tecnologias e acompanhamento médico contínuo. Suplementação adequada, controle hormonal quando indicado e estímulos progressivos ajudam a preparar a pele para a perda de volume", orienta a especialista.
Essa estratégia reduz de forma significativa:
- flacidez;
- piora da celulite;
- queda de elasticidade;
- dificuldade de retração da pele.
