Dra. Mariana Ribeiro explica os tratamentos não cirúrgicos e a relação com imagem corporal e bem-estar
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Dra. Mariana Ribeiro explica os tratamentos não cirúrgicos e a relação com imagem corporal e bem-estar

A celulite é uma condição extremamente comum, mas ainda cercada por incômodos que vão muito além da aparência. Embora não represente um problema de saúde grave, ela pode impactar diretamente a autoestima, a forma como muitas mulheres se enxergam e até a maneira como se vestem ou frequentam determinados ambientes.

Estudos internacionais apontam que a celulite atinge a grande maioria das mulheres em algum grau, podendo surgir mesmo em pessoas magras, já que está relacionada à estrutura do tecido, fatores hormonais, genética e alterações na circulação local. Por isso, a condição não está necessariamente ligada ao peso, como muitas pessoas acreditam.

Nos últimos anos, a busca por tratamentos para celulite e flacidez aumentou, acompanhando um movimento mundial da medicina estética que prioriza procedimentos menos invasivos, com recuperação mais rápida e resultados naturais. Mais do que uma mudança estética, muitos pacientes procuram esses tratamentos para melhorar a relação com o próprio corpo e a confiança.

Segundo a Dra. Mariana Ribeiro, especialista em medicina estética, a celulite não está relacionada apenas à gordura localizada, mas principalmente à forma como a pele e o tecido se organizam estruturalmente. Por isso, tratar apenas o volume nem sempre resolve o problema.

De acordo com a especialista, hoje existem técnicas que tratam não apenas o volume, mas também a fibrose, a qualidade da pele e o contorno corporal, atuando de forma mais completa. A chamada abordagem estrutural trata diferentes fatores ao mesmo tempo, o que contribui para resultados mais naturais e duradouros.

Entre as técnicas utilizadas atualmente está a Biosubcision, método que associa volumização com ácido hialurônico, subcisão global dos septos fibróticos, estruturas responsáveis pelo aspecto irregular da celulite, e tratamento da qualidade da pele. A proposta é tratar não apenas a aparência superficial, mas a estrutura do tecido.

A técnica foi recentemente reconhecida internacionalmente e chegou à final do AMWC Aesthetic Medicine Awards, premiação mundial da medicina estética, concorrendo como melhor técnica de contorno corporal não cirúrgico. O reconhecimento reforça uma tendência global: tratamentos cada vez mais focados em qualidade da pele, contorno corporal e naturalidade dos resultados.

Especialistas destacam que qualquer procedimento deve ser realizado após avaliação individual, já que cada paciente possui características próprias, como tipo de pele, grau de flacidez, presença de fibroses e estrutura corporal. Por isso, o tratamento precisa ser personalizado.

Mais do que uma questão estética, a procura por esses tratamentos costuma estar relacionada ao bem-estar e à autoestima. Sentir-se confortável com o próprio corpo influencia diretamente a confiança, a vida social e até o desempenho profissional.

A medicina estética atual, inclusive, tem caminhado para uma abordagem mais global, que considera não apenas a aparência, mas também o impacto emocional dessas queixas. Afinal, autoestima, imagem corporal e bem-estar caminham juntos e é justamente essa relação que explica por que a celulite ainda incomoda tantas mulheres, mesmo sendo uma condição tão comum.

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