Ernesto Chayo liga reciclagem de PET à saúde e redução da poluição
Acervo pessoal
Ernesto Chayo liga reciclagem de PET à saúde e redução da poluição

Enquanto muitas empresas ainda tratam sustentabilidade como discurso, Ernesto Chayo decidiu transformar ação em impacto direto na saúde pública. À frente da Bela Fatia, ele aposta em uma cadeia que transforma plástico PET pós-consumo em matéria-prima para novos produtos, ajudando a reduzir a poluição nas cidades brasileiras, fator diretamente associado a problemas respiratórios, contaminação ambiental e qualidade de vida.

“Nosso objetivo vai além de reciclar plástico. Queremos mostrar que é possível transformar resíduos em oportunidades, fortalecendo a indústria nacional e gerando emprego, enquanto diminuímos o impacto ambiental das cidades. Cada embalagem reutilizada é uma chance de reduzir aterros e poluição, e provar que sustentabilidade e negócio podem caminhar juntos”, afirma Chayo.

A operação, que deve iniciar vendas em maio, se destaca não só pelo impacto ambiental, mas também pelos reflexos positivos na saúde coletiva. A redução do descarte irregular de plástico contribui para evitar a proliferação de vetores de doenças, além de minimizar a contaminação do solo e da água. Das dez máquinas que compõem a estrutura, nove são produzidas no Brasil, reforçando o compromisso com fornecedores locais.

O mercado de reciclagem de PET no Brasil cresce rápido: em 2024, o país reciclou 410 mil toneladas, 14% a mais que no ano anterior, segundo a ABIPET. Para Chayo, o avanço da reciclagem também representa um ganho indireto para a saúde da população, ao reduzir a exposição a resíduos e poluentes.

O plástico reaproveitado pela Bela Fatia é reincorporado em diferentes setores: parte volta a virar novas embalagens, outra abastece a indústria têxtil, chapas industriais e aplicações químicas. A iniciativa combina impacto ambiental, inovação e geração de emprego, mostrando que investir em economia circular também pode ser estratégico para cidades mais saudáveis.

Com o projeto, Ernesto Chayo quer inspirar outras empresas a olhar para o plástico descartado como um recurso valioso e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de ambientes urbanos mais limpos, seguros e favoráveis à saúde da população.

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