
Enquanto muitas empresas ainda tratam sustentabilidade como discurso, Ernesto Chayo decidiu transformar ação em impacto direto na saúde pública. À frente da Bela Fatia, ele aposta em uma cadeia que transforma plástico PET pós-consumo em matéria-prima para novos produtos, ajudando a reduzir a poluição nas cidades brasileiras, fator diretamente associado a problemas respiratórios, contaminação ambiental e qualidade de vida.
“Nosso objetivo vai além de reciclar plástico. Queremos mostrar que é possível transformar resíduos em oportunidades, fortalecendo a indústria nacional e gerando emprego, enquanto diminuímos o impacto ambiental das cidades. Cada embalagem reutilizada é uma chance de reduzir aterros e poluição, e provar que sustentabilidade e negócio podem caminhar juntos”, afirma Chayo.
A operação, que deve iniciar vendas em maio, se destaca não só pelo impacto ambiental, mas também pelos reflexos positivos na saúde coletiva. A redução do descarte irregular de plástico contribui para evitar a proliferação de vetores de doenças, além de minimizar a contaminação do solo e da água. Das dez máquinas que compõem a estrutura, nove são produzidas no Brasil, reforçando o compromisso com fornecedores locais.
O plástico reaproveitado pela Bela Fatia é reincorporado em diferentes setores: parte volta a virar novas embalagens, outra abastece a indústria têxtil, chapas industriais e aplicações químicas. A iniciativa combina impacto ambiental, inovação e geração de emprego, mostrando que investir em economia circular também pode ser estratégico para cidades mais saudáveis.
Com o projeto, Ernesto Chayo quer inspirar outras empresas a olhar para o plástico descartado como um recurso valioso e, ao mesmo tempo, contribuir para a construção de ambientes urbanos mais limpos, seguros e favoráveis à saúde da população.
