
Enxergar bem é fundamental para a qualidade de vida, mas a saúde ocular ainda costuma ser negligenciada por grande parte da população.
Em alusão ao Dia Mundial da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS), especialistas reforçam a importância da prevenção, do acompanhamento oftalmológico periódico e da identificação precoce de doenças que podem levar à perda visual.
A atenção ao tema se torna ainda mais relevante diante dos números nacionais.
Dados consolidados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a deficiência visual continua sendo a limitação funcional mais prevalente no país, atingindo cerca de 7,9 milhões de brasileiros que declaram ter cegueira total ou severa dificuldade de enxergar.
Segundo a OMS, aproximadamente 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados ou tratados adequadamente caso fossem diagnosticados em estágios iniciais, evidenciando a importância das consultas de rotina e do acompanhamento especializado ao longo da vida.
Muitas doenças oftalmológicas apresentam evolução silenciosa e podem se desenvolver sem provocar sintomas evidentes nas fases iniciais.
A Dra. Núbia Vanessa, oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos, explica que isso faz com que muitos pacientes procurem atendimento apenas quando já existe comprometimento importante da visão.
“Grande parte das alterações oculares progride de maneira gradual, fazendo com que muitos pacientes procurem atendimento apenas quando já existe comprometimento importante da visão. O diagnóstico precoce continua sendo a melhor estratégia para preservar a saúde ocular e ampliar as possibilidades de tratamento”, destaca a especialista.
Entre as principais causas de perda visual estão catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade.
Algumas dessas condições estão associadas ao envelhecimento, mas alterações na visão podem surgir em qualquer faixa etária, inclusive na infância.
Além disso, fatores como predisposição genética, diabetes, hipertensão arterial e hábitos inadequados também podem aumentar o risco de desenvolver doenças oculares ao longo da vida.
A oftalmologista aponta seis sintomas que podem indicar problemas de visão. Confira:
1. Visão embaçada ou turva
A dificuldade para enxergar com nitidez, seja para perto ou para longe, pode indicar alterações refrativas, catarata ou outras doenças que afetam a qualidade da visão.
2. Dificuldade para enxergar em ambientes escuros
A adaptação lenta à baixa luminosidade ou a piora da visão durante a noite merece atenção, pois pode estar relacionada a alterações na retina ou a outras condições oftalmológicas.
3. Sensibilidade excessiva à luz
O desconforto diante da claridade intensa, conhecido como fotofobia, pode estar associado a inflamações, doenças da córnea e outras alterações oculares.
4. Vermelhidão persistente nos olhos
Quando a vermelhidão se torna frequente ou não melhora espontaneamente, é importante buscar avaliação médica para investigar possíveis causas.
5. Sensação de pressão ou dor ocular
Desconforto recorrente, sensação de peso nos olhos ou dor podem ser sinais de doenças que exigem acompanhamento especializado.
6. Manchas, pontos escuros ou flashes no campo visual
A percepção de manchas flutuantes, pontos escuros ou clarões pode indicar alterações na retina e deve ser avaliada o quanto antes por um oftalmologista.
“O cuidado com a visão deve começar ainda nos primeiros meses de vida, com a realização do teste do olhinho, e continuar ao longo de todas as etapas da vida. A prevenção segue sendo a melhor ferramenta para preservar a saúde ocular, garantir autonomia e proporcionar mais qualidade de vida”, conclui a oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos.
