
Quem faz aplicação de toxina botulínica costuma ter dúvidas sobre quais fatores podem influenciar na duração dos resultados.
Entre as principais questões estão a prática de exercícios físicos intensos, a exposição ao sol e a alimentação.
Apesar de existirem muitas crenças sobre o assunto, especialistas esclarecem que nem tudo o que se diz é verdade.
Segundo a dermatologista Dra. Andressa Vargas, pessoas com metabolismo mais acelerado e que praticam atividade física intensa com frequência podem apresentar uma duração menor do efeito da toxina botulínica.
“Isso ocorre porque há maior atividade muscular e metabólica, o que pode acelerar a recuperação da função muscular.”
Em relação à exposição solar, a especialista explica que o sol não inativa diretamente a toxina botulínica.
“A exposição excessiva aumenta o estresse oxidativo e acelera o envelhecimento cutâneo. Além disso, pode favorecer o surgimento de rugas e linhas de expressão, reduzindo a percepção dos benefícios do tratamento ao longo do tempo.”
Quando o assunto é alimentação, a médica ressalta que não existe uma dieta específica capaz de prolongar o efeito do procedimento.
“Hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, boa hidratação e controle do tabagismo contribuem para uma melhor qualidade da pele e podem ajudar a manter uma aparência rejuvenescida por mais tempo.”
A duração dos resultados também varia de acordo com as características de cada paciente.
“Idade, força muscular, metabolismo, dose utilizada, técnica de aplicação e até fatores genéticos podem influenciar. Em média, os efeitos costumam durar entre três e seis meses”, afirma a dermatologista.
A especialista também alerta para alguns mitos relacionados ao procedimento.
“Um mito comum é acreditar que o sol ou determinados alimentos fazem o botox acabar. Outro equívoco é pensar que aplicações muito frequentes melhoram os resultados. Na prática, o mais importante é uma técnica adequada, doses corretas e acompanhamento médico regular”, conclui.
