
Roda de conversa entre grandes empresários, personalidades do meio artístico e formadores de opinião nos bastidores das grandes capitais sempre esbarra no mesmo desabafo: a busca infalível por energia e produtividade.
Entre jantares de negócios e viagens, um nome do Sertão do São Francisco passou a figurar com destaque nesses diálogos.
Trata-se da cirurgiã-dentista Dra. Rosinéa Oliveira (CRO 4710-PE), que, com 35 anos de prática clínica e participação em imersões científicas, vem acompanhando de perto questões relacionadas ao descanso noturno e à saúde orofacial.
Por trás das fotos impecáveis nas redes sociais, do vestuário alinhado e das taças de espumante em eventos sociais, há executivos que enfrentam episódios de despertar com sensação de falta de ar.
A exaustão contínua e a dor de cabeça ao acordar podem ser associadas inicialmente ao estresse corporativo ou à ansiedade da rotina.
No entanto, alterações respiratórias durante o sono também precisam ser investigadas, inclusive quando existem questões anatômicas e funcionais relacionadas à cavidade bucal.
O problema silencioso por trás das fachadas de sucesso
A literatura médica internacional ajuda a dimensionar a presença dos distúrbios respiratórios do sono na população.
Na tentativa de manter a alta performance e conseguir dormir melhor, algumas pessoas recorrem a medicamentos indutores do sono e ansiolíticos.
O uso dessas substâncias, porém, exige acompanhamento médico, principalmente diante da existência de alterações respiratórias durante o sono.
A explicação fisiológica para algumas dores que acompanham o ritmo acelerado da rotina também pode envolver conexões neurológicas.
Estudos sobre cefaleia e bruxismo investigam a participação do nervo trigêmeo, relacionado tanto à sensibilidade da face quanto à musculatura envolvida na mastigação.
“Quando a estrutura da boca é estreita, o cérebro entra em pânico e aciona o bruxismo como uma manobra desesperada para projetar a mandíbula e liberar a respiração”, explica Dra. Rosinéa Oliveira, ao pontuar que o ranger noturno e o apertamento diurno exigem abordagens individualizadas para reduzir o desgaste articular.
Essa percepção biomecânica amplia a investigação de pacientes com dor crônica, especialmente quando tratamentos anteriores não conseguiram proporcionar o alívio esperado.
A reestruturação que busca devolver a autonomia respiratória
Para organizar esse cenário de estresse físico e buscar maior harmonia no organismo, o método utilizado na Clínica CLINIS alia aparelhos intraorais customizados à reeducação muscular, de acordo com a avaliação e as necessidades de cada paciente.
“A cavidade oral precisa oferecer o espaço funcional exato para que a língua permaneça acoplada no palato e não estrangule o fluxo de ar durante a noite”, detalha a especialista.
A recuperação do espaço funcional e a investigação da respiração podem integrar um acompanhamento interdisciplinar.
Nos casos de pacientes que fazem uso de psicotrópicos, qualquer reavaliação da medicação ou eventual processo de desmame deve ser conduzido exclusivamente pelo médico responsável, como neurologista ou psiquiatra.
A constante atualização de Dra. Rosinéa Oliveira também faz parte de sua trajetória na odontologia do sono.
Recentemente, a profissional participou, no Rio de Janeiro, de uma imersão sobre neurologia do bruxismo e sua associação a questões relacionadas ao sono.
Ela também é associada à Sociedade Internacional de Bruxismo (SIBX) e atende em Petrolina pacientes que chegam de diferentes regiões do país.
“A maturidade na profissão nos convoca a buscar nas evidências científicas de vanguarda as respostas para libertar o paciente dos quadros dolorosos”, ressalta a profissional.
A relação entre estética, ciência e funcionalidade tem levado a saúde orofacial para discussões que ultrapassam a aparência do sorriso.
Bruxismo, qualidade do sono, respiração e dores recorrentes podem exigir uma investigação que considere diferentes aspectos da saúde do paciente, evitando tratar apenas sintomas isolados.
“Devolver a capacidade de dormir sem medo é reestruturar a própria dignidade do indivíduo”, conclui Dra. Rosinéa Oliveira.
