Quadril travando? Entenda causas de dor e limitação de movimento
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Quadril travando? Entenda causas de dor e limitação de movimento

Sentir o quadril “travar” ao caminhar, levantar da cama, sair do carro ou mudar de posição pode parecer apenas um desconforto momentâneo, mas o sintoma pode indicar diferentes problemas ortopédicos.

A sensação de bloqueio na articulação costuma vir acompanhada de dor, rigidez, estalos e dificuldade de movimentação, afetando tarefas simples da rotina e reduzindo a qualidade de vida.

O problema pode surgir em pessoas de diferentes idades, desde atletas até pacientes sedentários.

Em alguns casos, o travamento acontece de forma esporádica.

Em outros, torna-se frequente e progressivo, dificultando movimentos básicos, como subir escadas, agachar ou permanecer muito tempo em pé.

Segundo o ortopedista Dr. Isaías Chaves, o sintoma merece atenção principalmente quando passa a limitar os movimentos ou provocar dores constantes.

“Quando o paciente relata que o quadril travou, é importante investigar a causa, porque isso pode estar relacionado tanto a problemas musculares quanto a alterações dentro da própria articulação. Muitas vezes, o quadro vem acompanhado de dor, estalos e dificuldade para caminhar ou realizar movimentos simples”, explica.

Entre as causas mais comuns estão inflamações, lesões nos tendões, desgaste da cartilagem, impacto femoroacetabular e artrose.

O especialista explica que o impacto femoroacetabular ocorre quando há um contato anormal entre os ossos da articulação do quadril, provocando dor e limitação de movimento ao longo do tempo.

Além das doenças ortopédicas, hábitos da rotina também podem contribuir para o surgimento do problema.

Permanecer muito tempo sentado, não praticar atividade física regularmente, realizar movimentos repetitivos e estar acima do peso são fatores que aumentam a sobrecarga sobre a articulação.

“O sedentarismo, o excesso de peso, movimentos repetitivos e até longos períodos sentado podem aumentar a sobrecarga no quadril. Em atletas, também é comum observar desconfortos relacionados ao esforço excessivo e à falta de fortalecimento muscular adequado”, afirma o médico.

Em pessoas mais velhas, a artrose aparece como uma das principais causas de dor e rigidez no quadril.

Já entre jovens e praticantes de atividade física, lesões musculares e alterações mecânicas da articulação costumam ser mais frequentes.

De acordo com o especialista, ignorar os sintomas pode favorecer a piora do quadro e aumentar as limitações ao longo do tempo.

“Quando o quadril trava com frequência ou causa limitação para andar, subir escadas ou levantar, o ideal é procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce ajuda a identificar a origem do problema e evita a evolução do quadro”, alerta.

O diagnóstico geralmente envolve avaliação clínica e exames de imagem, como radiografia, ultrassom e ressonância magnética.

O tratamento varia conforme a causa do problema e pode incluir fisioterapia, fortalecimento muscular, reeducação postural, medicamentos anti-inflamatórios e mudanças nos hábitos diários.

Em situações mais graves, principalmente quando há desgaste avançado da articulação, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários.

Especialistas reforçam que manter uma rotina ativa, controlar o peso corporal e investir no fortalecimento muscular são medidas importantes para preservar a saúde do quadril e evitar complicações futuras.

O especialista também reforça que, mesmo nos casos mais avançados, existem tratamentos capazes de devolver mobilidade e qualidade de vida ao paciente.

Segundo ele, muitas pessoas ainda têm medo da cirurgia de prótese de quadril, mas os resultados atuais costumam ser bastante positivos.

“Pacientes que têm limitação por causa da artrose conseguem voltar à rotina e recuperar movimentos após a colocação da prótese. Hoje, a cirurgia evoluiu muito e permite que muita gente retome uma vida ativa. O tenista Andy Murray, por exemplo, continuou atuando no esporte profissional mesmo com prótese nos dois quadris. Isso ajuda a mostrar que o tratamento pode devolver qualidade de vida e funcionalidade ao paciente”, conclui.

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