
A visão embaçada que surge aos poucos pode ser confundida com uma consequência natural do envelhecimento, mas também é um dos sinais da catarata. A doença acontece quando o cristalino, estrutura natural do olho, perde a transparência e começa a comprometer a visão.
Segundo o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), a evolução costuma ser gradual.
“A catarata normalmente não provoca uma perda visual de uma hora para outra. O paciente vai percebendo a visão mais embaçada, dificuldade para enxergar à noite, maior sensibilidade à luz ou até uma mudança frequente no grau dos óculos”, explica.
Quais são os sinais da catarata?
Além da visão nublada ou embaçada, dificuldade para enxergar em locais pouco iluminados, sensibilidade à luz e halos ao redor de lâmpadas e faróis podem aparecer.
As cores também podem parecer menos vivas ou mais amareladas. O diagnóstico é realizado por meio de avaliação oftalmológica, que permite analisar o cristalino e investigar outras possíveis alterações nos olhos.
Quando é hora de operar?
Não é necessário esperar que a catarata esteja em estágio muito avançado. Segundo Sardinha, a indicação depende principalmente do impacto da perda visual sobre a rotina.
“Se ele tem dificuldade para ler, dirigir, trabalhar ou realizar tarefas que antes fazia normalmente, já é importante discutir a possibilidade da cirurgia”, afirma.
No procedimento, o cristalino opacificado é removido e substituído por uma lente intraocular transparente. A escolha dessa lente é individualizada e considera características dos olhos e as necessidades visuais de cada paciente.
Após a cirurgia, é necessário utilizar as medicações prescritas e manter o acompanhamento oftalmológico. A recuperação da visão pode variar conforme cada caso e também depende das condições de outras estruturas, como retina e nervo óptico.
Ao perceber uma piora progressiva da visão, a recomendação é procurar avaliação oftalmológica para identificar a causa e definir o tratamento adequado.
