
Perder massa muscular não significa apenas ter menos força. A redução da musculatura também pode comprometer o equilíbrio, a estabilidade e a capacidade de reação do corpo, aumentando a vulnerabilidade a quedas e, consequentemente, a fraturas.
O problema merece atenção principalmente com o avanço da idade. A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, pode dificultar atividades cotidianas e diminuir a capacidade de reagir rapidamente diante de um tropeço ou desequilíbrio.
“Quando a pessoa perde força muscular, principalmente nas pernas, ela passa a ter menos controle sobre os próprios movimentos. Isso pode dificultar uma reação rápida diante de um tropeço ou desequilíbrio e aumentar a possibilidade de uma queda”, explica o ortopedista Isaías Chaves.
Fratura de quadril exige atenção
Uma das consequências mais preocupantes é a fratura de quadril, especialmente quando a perda muscular está associada à fragilidade óssea.
“A fratura de quadril é uma lesão que pode mudar completamente a rotina do paciente. Além da própria fratura, existe o risco de uma perda importante de mobilidade durante a recuperação, principalmente em pessoas que já tinham pouca força muscular antes da queda”, afirma.
A recuperação pode ainda criar um ciclo: a redução dos movimentos após a lesão favorece uma nova perda muscular, o que pode dificultar a retomada da mobilidade.
Sinais podem aparecer no cotidiano
Dificuldade para levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar objetos ou percorrer distâncias que antes eram confortáveis pode indicar redução da capacidade muscular.
A prevenção envolve manutenção da força, equilíbrio e mobilidade. Exercícios de fortalecimento e alimentação adequada podem fazer parte dos cuidados, com orientação profissional de acordo com as condições individuais.
“Não devemos esperar uma queda ou uma fratura para perceber que a musculatura estava enfraquecida. Identificar a perda de força e agir preventivamente pode ajudar a preservar a mobilidade e diminuir o risco de que uma queda tenha consequências mais graves”, conclui Isaías Chaves.
