O psicólogo Lucas Caetano explica por que hábitos cotidianos também merecem atenção quando o assunto é saúde mental.
Acervo Pessoal / Divulgação
O psicólogo Lucas Caetano explica por que hábitos cotidianos também merecem atenção quando o assunto é saúde mental.

Ansiedade diante das demandas cotidianas, dificuldade para lidar com emoções e conflitos nos relacionamentos estão entre as questões que aparecem com frequência nos consultórios de Psicologia.

Segundo o psicólogo Lucas Caetano, uma das principais queixas observadas em sua prática atualmente está relacionada justamente à ansiedade e à pressão da rotina.

“Uma das queixas mais frequentes na minha prática é a ansiedade relacionada às demandas do dia a dia e a dificuldade de manejar emoções em situações de pressão. Questões conjugais também aparecem bastante: comunicação, conflitos, crises, paciência e construção de relações mais saudáveis”, explica.

Outras demandas incluem luto, dificuldades profissionais, problemas nas relações interpessoais, uso recorrente de substâncias e comportamentos compulsivos, como o consumo problemático de pornografia.

Saúde mental também passa pela rotina
Nem todo cuidado precisa começar apenas quando uma crise aparece. Para Lucas, hábitos cotidianos também merecem atenção quando o assunto é bem-estar.

“Muitas vezes, os cuidados mais básicos são justamente os mais negligenciados. Sono adequado e reparador, alimentação equilibrada, hidratação e uma rotina minimamente organizada têm impacto importante no bem-estar”, afirma.

O psicólogo também recomenda observar hábitos que começam a interferir na rotina, incluindo uso excessivo das redes sociais e comportamentos que passam a assumir características compulsivas.

“A ideia não é buscar uma rotina perfeita, mas construir hábitos sustentáveis e perceber como nossas escolhas produzem consequências ao longo do tempo”, explica.

Terapia não oferece uma receita pronta
Para Lucas, outro ponto importante é entender que o acompanhamento psicológico precisa considerar a história e as necessidades de cada pessoa.

“Na Psicologia, uma boa prática clínica deve integrar as melhores evidências científicas disponíveis, a experiência profissional e as características, necessidades e contexto de cada paciente”, destaca.

Ao procurar atendimento, a orientação é verificar a formação e o registro ativo do profissional, conhecer sua área de atuação e entender como o trabalho será conduzido.

“Também é um bom sinal quando o psicólogo mantém uma postura de estudo contínuo, busca fontes científicas confiáveis, reconhece os limites da própria atuação e não faz promessas de resultados garantidos”, finaliza.

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