
Quando o assunto é prevenção, muita gente já sabe que é importante acompanhar colesterol, glicemia, pressão arterial e saúde do coração.
O sistema digestivo, porém, nem sempre recebe a mesma atenção, principalmente quando não existem sintomas intensos.
Alterações no esôfago, estômago e intestino podem começar de maneira silenciosa ou apresentar sinais que acabam incorporados à rotina, como azia frequente, refluxo, sensação de estômago pesado, náuseas, dor abdominal e mudanças persistentes no funcionamento intestinal.
É por isso que a avaliação da saúde digestiva não precisa começar somente quando alguma coisa está errada.
O acompanhamento considera idade, histórico familiar, hábitos, sintomas, antecedentes pessoais e fatores de risco.
A partir dessas informações, o médico pode avaliar se existe indicação para exames e quais procedimentos são adequados para cada pessoa.
Para Gerson Santos, diretor do Artur Parada Medicina Diagnóstica e executivo que atua há anos no setor de saúde, mudar a forma como a população enxerga a prevenção é um dos pontos importantes desse cuidado.
“Durante muito tempo, criou-se o hábito de procurar o serviço de saúde principalmente quando aparece uma dor ou quando algum sintoma começa a interferir na rotina. A prevenção propõe justamente o contrário: acompanhar a saúde e investigar quando necessário antes que um problema se torne mais complexo. Na área digestiva, essa conscientização também é muito importante”.
Check-up não significa fazer todos os exames
Entre os procedimentos que podem fazer parte da investigação estão a endoscopia digestiva alta, utilizada para avaliar o esôfago, o estômago e o início do intestino delgado, e a colonoscopia, que permite examinar o intestino grosso e pode ter papel importante no rastreamento e na prevenção do câncer colorretal.
Exames laboratoriais também podem ser solicitados conforme cada caso.
“Prevenção não significa fazer todos os exames disponíveis. Significa ter acompanhamento, entender os próprios fatores de risco e realizar os procedimentos indicados no momento adequado. Quando existe essa orientação, o paciente deixa de olhar para o exame apenas como algo que acontece depois do problema e passa a entendê-lo como uma ferramenta de cuidado”, explica Santos.
Azia recorrente, refluxo, dor abdominal, náuseas frequentes, sensação constante de estufamento ou peso no estômago e alterações persistentes do hábito intestinal merecem avaliação médica, principalmente quando se repetem, persistem ou pioram.
“Mesmo quem não apresenta sintomas pode precisar de acompanhamento preventivo, dependendo da idade, dos antecedentes pessoais e do histórico familiar. Os exames são importantes ferramentas de prevenção quando corretamente indicados pelo médico”, detalha.
Segurança também faz parte do exame
Além da indicação adequada, Santos chama atenção para aspectos que nem sempre são percebidos pelo paciente durante a realização de procedimentos.
Protocolos de esterilização, rastreabilidade dos equipamentos, tecnologia e capacitação da equipe fazem parte da estrutura necessária para a medicina diagnóstica.
“Quando falamos em medicina diagnóstica, existe todo um trabalho que acontece nos bastidores. Segurança, rastreabilidade, processos bem definidos, tecnologia e uma equipe preparada são tão importantes quanto o acolhimento de quem chega para fazer o exame. O paciente precisa sentir confiança em todas as etapas”, destaca.
No Artur Parada Medicina Diagnóstica, segundo a instituição, os exames gastrointestinais são realizados com protocolos de esterilização, recursos de rastreabilidade e tecnologias voltadas à segurança e à precisão dos procedimentos.
“Somos uma clínica especializada em saúde gastrointestinal, com tecnologia, protocolos de segurança, equipe capacitada e uma trajetória de décadas dedicada à medicina diagnóstica”, afirma Santos.
O cuidado com a saúde digestiva também passa pelos hábitos cotidianos e pela atenção aos sinais do próprio organismo.
Sintomas recorrentes não devem ser normalizados, mas a ausência deles também não elimina, por si só, a necessidade de acompanhamento preventivo em pessoas que apresentam indicação por idade, antecedentes ou outros fatores de risco.
“O ideal é que as pessoas não tenham medo de investigar a própria saúde. Quanto mais informação de qualidade o paciente recebe, mais condições ele tem de conversar com seu médico, compreender por que determinado exame foi indicado e participar das decisões sobre o próprio cuidado”, afirma.
O check-up digestivo, portanto, não deve ser encarado como uma bateria anual e padronizada de exames.
A avaliação precisa ser individualizada e pode ajudar tanto na investigação de sintomas quanto na definição do rastreamento adequado para cada paciente.
A prevenção começa justamente por entender quais cuidados fazem sentido para cada pessoa e em qual momento eles devem ser realizados.
