A cardiologista Marianna Andrade alerta que o infarto pode apresentar sintomas além da clássica dor no peito.
Acervo Pessoal / Divulgação
A cardiologista Marianna Andrade alerta que o infarto pode apresentar sintomas além da clássica dor no peito.

Dor ou pressão no peito é um dos sinais mais conhecidos de infarto, mas não é o único. Falta de ar repentina, suor frio, palidez, náusea, coração acelerado e sensação de desmaio também podem aparecer em uma emergência cardiovascular.

Durante o Setembro Vermelho, campanha de conscientização sobre a saúde do coração, a cardiologista Marianna Andrade chama atenção para a importância de reconhecer esses sintomas e procurar atendimento rapidamente.

“Não é preciso ter certeza de que se trata de um infarto para pedir ajuda. Se o sintoma surgiu de repente ou sugere uma emergência, esperar para ver se melhora pode custar um tempo precioso”, afirma a médica, coordenadora da Cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador.

Diante da suspeita de uma emergência cardiovascular, a orientação é acionar o Samu pelo telefone 192.

Sintomas podem ser diferentes
O desconforto provocado por um infarto pode se espalhar para regiões como braços, costas ou mandíbula. Também pode ser acompanhado por falta de ar, náusea e outros sinais.

“Quando falamos em infarto, muita gente imagina apenas uma dor intensa no peito e no braço esquerdo. Conhecer outras formas de apresentação ajuda a levar a sério sinais que poderiam ser confundidos com um mal-estar passageiro”, explica Marianna.

Em mulheres, os sintomas também podem se apresentar de maneira menos típica, o que pode dificultar o reconhecimento do quadro.

Outro dado importante para a equipe médica é saber quando os sintomas começaram. Essa informação pode contribuir para a avaliação e a definição da conduta.

Prevenção começa antes dos sintomas
A cardiologista reforça que os cuidados com o coração não devem começar apenas quando aparece algum desconforto.

Acompanhar pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada estão entre as medidas relacionadas à redução dos fatores de risco cardiovascular.

“Muita gente só procura o cardiologista depois de sentir algo. A avaliação preventiva permite identificar fatores de risco e definir, para cada pessoa, quais cuidados e exames são necessários”, afirma.

Em casos de sintomas súbitos ou intensos compatíveis com uma emergência cardiovascular, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

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