A Sputnik V é vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Rússia
Foto: Divulgação/SputinikV
A Sputnik V é vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Rússia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia nesta semana as proposta de ensaios clínicos da fase 3 da Sputnik V, a vacina russa na Rússia contra a Covid-19. No Brasil, os governos do Paraná e da Bahia já firmaram um acordo com o governo russo. 

A expectativa é que os testes envolvam 10 mil voluntários que receberão duas doses do medicamento com intervalo de 21 dias entre as aplicações. O grupo que será vacinado deve envolver profissionais da saúde de hospitais universitários e pessoas que integrem grupos de risco, a exemplo de diabéticos e hipertensos.

De acordo com a reportagem da Veja, o governo do Paraná, envolvido em toda a negociação dos estudos brasileiros do fármaco, afirmou que ocorrem reuniões de alinhamento sobre o protocolo oficial, com previsão de entrega para a próxima semana.

Vladimir Putin defenda vacina russa

Em discurso na ONU, na terça-feira (22), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu a importância do conselho de segurança da entidade e reforçou o compromisso do país em contribuir no combate ao novo coronavírus.

O presidente da Rússia ofereceu vacinar, de maneira gratuita, toda a equipe da ONU, com o imunizador desenvolvido no país. De acordo com ele, a vacina russa "provou sua confiabilidade, segurança e eficácia".

Durante seu discurso, Putin ainda disse que o Conselho de Segurança da ONU deve ser "mais inclusivo" com os interesses da comunidade global, mas disse que o mecanismo exerceu papel importante para garantir a paz no período pós-Segunda Guerra Mundial.

Testes realizados com a Sputnik V

No início de setembro, a revista científica The Lancet publicou novos resultados dos testes realizados com a Sputnik V. O estudo mostrou que o imunizante foi capaz de produzir resposta imunológico em todos os voluntários e não teve efeitos adversos.

"Os dois testes de 42 dias, que contaram com a participação de 38 adultos saudáveis em cada um, não encontraram nenhum efeito adverso grave e confirmaram que a candidata a vacina gerou reposta de anticorpos. Testes mais amplos e de longo prazo, incluindo uma comparação com placebo, são necessários para estabelecer a segurança na prevenção da infecção pela Covid-19 ", aponta a conclusão do estudo na The Lancet, divulgado pela agência Reuters.

Ainda de acordo com a publicação, os resultados dos testes, que foram conduzidos entre os meses de junho e julho com 76 participantes, apontaram para uma eficácia de 100% da vacina na produção de anticorpos contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Vale lembrar que a Sputnik V foi a primeira candidata a vacina contra a Covid-19 registrada em todo o planeta, o que fez a comunidade internacional criticar a decisão acelerada da Rússia.

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