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Reprodução: iG Minas Gerais
Eduardo Pazuello


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello , admitiu nesta quinta-feira (14) o colapso do atendimento de saúde de Manaus , capital do Amazonas, disse que a cidade vive uma situação "extremamente grave". O chefe da pasta participou de live ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Eu considero que sim, há um colapso hoje no atendimento de saúde. Manaus teve o pior momento da pandemia em abril. E foi revertido. Aí desceram as taxas. Agora nós estamos novamente em uma situação extremamente grave. A fila para leitos cresce bastante, estamos hoje com 480 pessoas na fila e com a realidade da diminuição da oferta do oxigênio", afirmou o general.

Segundo Pazuello, um dos principais entraves para a chegada de insumos e equipamentos é a logística. "Manaus é uma ilha rodeada de floresta. Sua posição estratégica é uma preciosidade, mas há um custo logístico e humano das pessoas que lá vivem pela dificuldade de chegarem os meios naquele local", disse.

Ainda de acordo com o ministro, a demanda por oxigênio na capital amazonense cresceu seis vezes, mas a situação só chegou nesse estágio porque a Prefeitura não aderiu ao tratamento precoce de pacientes diagnosticados com a Covid-19 .

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"Nós já estamos com a segunda aeronave entrando em circuito [para ajudar]. Chegaremos a seis aeronaves, totalizando 30 mil metros cúbicos de oxigênio vindos a partir de Guarulhos. Também usaremos o deslocamento de carretas e balsas. Mas o período dos próximos cinco, seis dias, será o período mais críticos", completou.

Crise chega à política

Mais cedo, em um vídeo postado nas redes sociais na tarde desta quinta (14), o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio pediu o impeachment do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), em decorrência da crise vivida pelo sistema público de saúde causada pela pandemia de Covid-19. 

O prefeito diz que houve "vinte e oito pessoas mortas por falta de oxigênio só no Pronto Socorro 28 de agosto. Não vejo faltar oxigênio em nenhum outro lugar, mas falta em Manaus, falta no Amazonas".

"Eu gostaria de falar diretamente ao governador [Wilson Lima] que do senhor basta! A Assembleia [Legislativa] precisa tomar uma atitude maiúscula e partir para o seu impeachment. O senhor levará o Amazonas do mal para o pior", emendou Virgílio.

O ex-prefeito ainda comparou a postura do governador à de Hitler. "O senhor é o pior governador que esse Estado já teve. O senhor está praticando assassinado à la Hitler, tipo câmara de gás, assassinado por asfixia. O mais doloroso, o mais cruel, o mais perverso."

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