Um imunizante via spray nasal também poderia ser uma novidade que revolucionaria a corrida por vacinas de
Foto: Nicole Lienemann/Shutterstock
Um imunizante via spray nasal também poderia ser uma novidade que revolucionaria a corrida por vacinas de "segunda geração"

A Universidade de Oxford iniciou uma pesquisa para descobrir se o imunizante contra a Covid-19 poderia ser tomado em forma de pílula ou spray. O objetivo é tornar os programas de imunização mais rápidos, baratos e difundidos.

À frente do grupo de pesquisa, a professora Sarah Gilbert, principal profissional por trás da criação da vacina desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca, diz que um imunizante via spray nasal também poderia ser uma novidade que revolucionaria a corrida por vacinas de "segunda geração".

Ela explicou que a via intramuscular, meio pelo qual todas as vacinas contra a Covid-19 estão sendo administradas, não é necessariamente a melhor forma de fornecer proteção contra uma infecção por vírus respiratório. Isso porque a intenção da imunização é ativar o sistema imunológico no trato respiratório superior e, em seguida, no trato respiratório inferior, que é onde o vírus está causando a infecção. 

"Também é possível considerar a vacinação oral, em que você toma um comprimido que vai lhe dar a imunização, e isso teria muitos benefícios para o lançamento da vacina se você não tivesse que usar agulhas e seringas para as pessoas", afirmou a professora da Universidade de Oxford.

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Apesar da pesquisa pode ser revolucionária, a professora afirmou que estas novas vias de aplicação vão demorar para serem desenvolvidas. Informou também que elas precisarão ser testadas quanto à segurança e eficácia.

"As respostas imunológicas que serão geradas por ambas as abordagens serão um pouco diferentes daquelas que obteremos com uma injeção intramuscular. Mas elas têm vantagens potencialmente grandes, e é aí que vamos concentrar nossa atenção", prometeu Gilbert.

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