O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro
Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro

A equipe do Ministério da Saúde já se prepara para o pior momento da pandemia da Covid-19, em março deste ano. De acordo com informações publicadas hoje (5) pelo jornal Valor Econômico, a pasta calcula que haja uma explosão de casos e mortes no período, com os óbitos ultrapassando a barreira dos 3.000 por dia.

Ainda de acordo com a reportagem, o governo federal chegou ao número por causa do alastramento do vírus em todo o país, pelas aglomerações no fim do ano e no Carnaval e a dificuldade da população de manter-se em isolamento social, além da circulação no país de novas variantes mais contagiosas e com grande carga viral. 

O colapso do sistema hospitalar em diversos estados ao mesmo tempo e a falta de vacinas disponíveis para imunizar os brasileiros também estão entre as causas. 

Na visão da equipe do ministro Pazuello, o estado de São Paulo consegue evitar o colapso atual por possuir a maior rede hospitalar do Brasil. A reportagem destaca que a cúpula da Saúde entende que não há muito no momento o que fazer, a não ser estimular a reabertura de hospitais de campanha nos estados. O governo federal também cogita novas instalações desse tipo já nos próximos dias.

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No Brasil, a taxa de transmissão (Rt) da doença segue aumentando, como revelaram dados do Imperial College. Dezoito estados e o Distrito Federal apresentam porcentuais de ocupação de leitos de UTI Covid acima dos 80%, uma zona considerada crítica.

"Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o País, o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais”, aponta o boletimda Fiocruz. O texto prega a adoção ampla e imediata de medidas mais drásticas de restrição da circulação para conter a disseminação do vírus.

Segundo a análise do boletim, o "cenário alarmante" representa apenas uma parte pequena do problema. "Por trás deles estão dificuldades de resposta de outros níveis do sistema de saúde à pandemia, mortes de pacientes por falta de acesso a cuidados de alta complexidade requeridos, a redução de atendimentos hospitalares por outras demandas, possível perda de qualidade na assistência e uma carga imensa sobre os profissionais de saúde."

Para amenizar o problema, o boletim sugere "adoção de medidas mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos."

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