Covid-19: última semana registrou mais mortes do que primeiros 72 dias
Igor Shimabukuro
Covid-19: última semana registrou mais mortes do que primeiros 72 dias

O Brasil enfrenta o pior momento de disseminação da Covid-19. Não à toa, a última semana — de 1° a 7 de março — registrou mais mortes pela doença do que os primeiros 72 dias da pandemia no país: foram 10.482 óbitos. É a primeira vez que o Brasil tem uma taxa de mortalidade tão alta por Covid-19 em sete dias.

Para se ter ideia, de 26 de fevereiro do ano passado — quando o ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de Covid-19 no país — a 8 de maio foram registradas 10.022 mortes. São 460 óbitos a menos do que os somados na semana passada.

Os Estados com maior incidência de mortes por Covid-19 nesse período foram Acre, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo . Para piorar, todas as regiões têm lotações nos hospitais e alta de casos.

Na capital paulista, por exemplo, foram registradas 410 mortes por Covid-19 na semana que passou — em todo o Estado foram quase 2 mil. Além disso, o número de internações pela doença bateu recorde em 13 das 18 regiões do Estado.

Já Salvador, capital da Bahia, registra o maior número de internados em leitos de unidade de tratamento intensivo ( UTI ) desde o início da pandemia: 546 pacientes até segunda-feira (8). De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as ocupações correspondem a 85% da capacidade total dos hospitais.

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Em Santa Catarina, as 16 regiões são consideradas pelo governo estadual como zonas de risco potencial gravíssimo e o Estado registra média de 5 mil novos casos de Covid-19 por dia. De acordo com o monitor da Folha , responsável por medir a aceleração da pandemia no país, 204 das 304 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes apresentam alta de casos ou tendência de estabilidade, mas em patamar elevado.

Na segunda-feira, o Brasil alcançou a marca de 8,49 milhões de vacinados contra a Covid-19, segundo o consórcio de veículos de imprensa. O número, no entanto, corresponde a apenas 4% da população nacional.

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