De acordo com Queiroga, o acordo prevê a possiblidade de transformar parques industriais de vacinas animais em produção de vacinas de humanos
Foto: Reprodução: iG Minas Gerais
De acordo com Queiroga, o acordo prevê a possiblidade de transformar parques industriais de vacinas animais em produção de vacinas de humanos

Neste sábado (3), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou um acordo de cooperação técnica entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para ampliar a produção de vacinas no Brasil. A informação foi apresentada em coletiva de imprensa em Brasil.

De acordo com Queiroga, o acordo prevê a possiblidade de transformar parques industriais de vacinas animais em produção de vacinas de humanos. "A ideia não é usar essas doses apenas aqui, mas também para oferecer em futuro próximo para outros países da América Latina e o mundo", disse.

"Não há acordo. Há conversas. Carece ainda de uma avaliação técnica. Isso não vai resolver o problema a curto prazo. Vai ajudar no médio prazo o Brasil e também outros países", destacou em entrevista após a reunião.

O anúncio foi feito após a reunião do Ministério da Saúde com a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, e acompanhada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, por videoconferência.

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Queiroga também adiantou que a pasta está discutindo possibilidades para assegurar mais vacinas nos próximos três meses. "A nossa prioridade é ampliar campanha de vacinação", disse.

Apesar disso, o médico apontou a falta de doses como um entrave. "O problema de carência de vacina não é só do Brasil, é mundial. Países desenvolvidos também encontram dificuldades", salientou.

Queiroga afirmou ainda que a pasta trabalha para a importação de vacinas com o consórcio Covax Facility, liderado pela OMS. Segundo Queiroga, o Brasil alocou US$ 150 milhões para o consórcio para ter vacinas para cobrir 10% da população brasileira.

"O primeiro objetivo é em abril que consigamos permanecer todos os dias com esse 1 milhão de doses. Para tanto, temos a Fiocruz e o Instituto Butantan, assegurando 30 milhões de doses em abril", disse o ministro.


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