Covid-19: restrições em São Paulo só acabam quando 70% da população estiver vacinada
Flavia Correia
Covid-19: restrições em São Paulo só acabam quando 70% da população estiver vacinada

São Paulo é um dos cinco estados brasileiros que já imunizaram mais de 10% da população. De acordo com a Secretaria de Saúde, 10,1% das pessoas tomaram a primeira dose e 3,42%, a segunda. Embora esteja entre os que mais vacinaram, o estado ainda está longe do ideal.

Para ter um maior relaxamento das medidas restritivas, será necessário que o índice de imunizados chegue a, pelo menos, 70%. É o que afirma o coordenador-executivo do Centro de Contingência Contra a Covid-19 de São Paulo, João Gabbardo.

O coordenador esclarece: “Como ainda falta em torno de 90% da população para ser vacinada, nós devemos ainda manter todas as medidas de distanciamento que temos implementado. Isso deve durar até o momento que nós possamos contar com 70 a 80% da população já imunizada”.

Com o índice de 70% de vacinados, o estado chegará à chamada imunidade coletiva, o que, segundo o dirigente, “vai reduzir a possibilidade de encontro entre uma pessoa com o vírus e uma pessoa que não foi imunizada”.

“A tendencia é de redução da transmissibilidade da doença. Mas, até lá, nesse momento, mesmo para quem já está vacinado, a recomendação é continuar com os cuidados que já vinham tomando antes”, orienta.

“As eficácias das vacinas que nós temos é significativa contra casos graves e óbitos. Não quer dizer que não pode acontecer. Pode, mas reduz bastante a possibilidade. Agora, nós não temos segurança de que as pessoas vacinadas tenham absoluta capacidade de não transmissão da doença”, explica Gabbardo.

vacinação em hospital de são paulo, enfermeiras aplicando vacina em senhoras de idade
São Paulo é um dos cinco estados brasileiros que já vacinaram acima de 10% da população / Créditos: Shutterstock

Previsão de redução do número de internações em UTIs

A projeção do Centro de Contingência é que São Paulo ainda registrará marcas negativas da pandemia em abril. “A tendência para os primeiros 15 dias de abril é que tenhamos número elevado de óbitos”, afirmou o coordenador.

Gabbardo informou que, com as medidas de distanciamento social que foram implementadas, o estado conseguiu uma redução no número de casos e de internações. “O que nós conseguimos identificar avaliando os números de São Paulo é que começou a haver uma desaceleração no nível de internações em UTIs . Estávamos com uma aceleração de 3,2 a 3,3 % de novos pacientes internados diariamente. Com esse índice, em 30 dias, iria simplesmente dobrar o número de pessoas nas unidades de tratamento de terapia intensiva. Mas, essa velocidade vem caindo. Hoje, nós estamos com 0,5% de crescimento”, contou.

Segundo o coordenador, o governo estadual espera que, nos próximos dez a quinze dias, esse número seja abaixo de zero. “Esperamos que, a cada dia, o número de pessoas que saem das UTIs seja superior ao número de novas entradas”, informou.

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Irresponsabilidade dos jovens

Sobre o número de pacientes jovens estar superando o de idosos, Gabbardo acredita que: “A medida em que vamos ampliando a faixa etária de pessoas vacinadas, ocorre uma consequente redução de novos casos nessas faixas etárias. Por isso, está subindo o número de jovens em relação aos idosos. Outro fator é que os jovens se expõem mais. Uns, por necessidade, outros, porque são irresponsáveis, frequentando festas e fazendo aglomerações absolutamente desnecessárias. Isso coloca em risco todo o sistema de saúde”.

Fonte: CNN Brasil

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