Doses da vacina CoronaVac, em São Paulo
Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Doses da vacina CoronaVac, em São Paulo

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a instituição deve acelerar a fabricação de vacinas a partir de maio e adiantar o cronograma de entrega de imunizantes. Ele acompanhou o governador João Doria (PSDB) na liberação de mais 700 mil doses da CoronaVac na manhã desta segunda-feira (19).

Mais cedo, Doria esteve presente no recebimento de uma carga de três mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), que permitirá a produção de cinco milhões de doses da CoronaVac. A carga chegou com a metade do conteúdo inicialmente previsto e mais de dez dias de atraso.

Dimas Covas afirmou que a repartição do lote de IFA foi feito pelo sistema de exportação da China em razão da alta procura de vacinas a partir do país asiático. Segundo ele, o Butantan prevê receber no mês de maio uma quantidade maior de insumos e, assim, antecipar a produção dos imunizantes.

— Esperamos que a partir de maio, com uma liberação maior de matéria-prima, a gente possa adiantar o cronograma. Nós estamos fazendo todo o esforço para acelerar a produção. Estamos trabalhando no limite da nossa capacidade, mas assim mesmo estamos procurando dar mais eficiência ao processo, para que as vacinas sejam entregues o mais rapidamente possível. A partir de 3 de maio voltaremos a entregar vacinas — declarou.

Desde 17 de janeiro o Instituto Butantan entregou 41,4 milhões de doses ao Plano Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, que redistribui as vacinas para todo o país. Apenas em março, o instituto entregou 22,7 milhões de doses, mas a quantidade enviada ao PNI em abril, até o momento, é de apenas 5,2 milhões.

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João Doria reclamou das revisões feitas pela FioCruz e pelo Ministério da Saúde no cronograma da distribuição das vacinas no PNI e criticou a decisão do Ministério da Saúde de requisitar os "kits intubação" de pacientes de Covid-19 dos estados.

— O governo federal precisa revogar a medida do Ministério da Saúde, ainda no tempo do ex-ministro Eduardo Pazuello, que requisitou integralmente toda a produção de medicamentos para intubação. Se o fizer, não só São Paulo como também os demais estados voltarão a fazer aquisição desses medicamentos diretamente nesses laboratórios, mas até o presente momento essa medida ainda não foi revogada. Há quase 45 dias estamos sem os insumos pela requisição feita pelo Ministério da Saúde — disse o governador.

O Butantan fechou o protocolo para o início dos testes de sua vacina própria, a ButanVac, na última sexta-feira com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo Dimas Covas.

— Já temos em andamento as discussões com a Anvisa, porque é um procedimento novo. Não é um estudo clássico, mas de comparação entre respostas vacinais. E estamos prontos para que a Anvisa compreenda a natureza do estudo e nos permita evoluir. Do ponto de vista da infraestrutura já está sendo providenciada. Todos os outros elementos do estudo já estão sendo finalizados. É uma perspectiva muito próxima e positiva essa vacina — disse ele.

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