As vacinas da farmacêutica norte-americana e de seu parceiro alemão seriam entregues entre 2021 e 2023
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As vacinas da farmacêutica norte-americana e de seu parceiro alemão seriam entregues entre 2021 e 2023

A Comissão Europeia anunciou, nesta sexta-feira (23), que espera fechar o maior acordo de fornecimento de vacinas do mundo dentro de alguns dias, comprando até 1,8 bilhão de doses do imunizante contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech para os próximos anos.

As vacinas da farmacêutica norte-americana e de seu parceiro alemão seriam entregues entre 2021 e 2023, disse a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, durante uma visita à fábrica de vacinas da Pfizer em Puurs, na Bélgica.

O acordo seria suficiente para vacinar 450 milhões de habitantes da UE por dois anos e ocorre em um momento em que o bloco busca garantir suprimentos de longo prazo.

Uma autoridade da UE disse que o fornecimento foi acordado em princípio, mas que ambos os lados precisavam de alguns dias para acertar os termos finais.

— Concluiremos (o contrato) nos próximos dias. Isso garantirá as doses necessárias para aplicar as vacinas de reforço para aumentar a imunidade — afirmou von der Leyen.

O anúncio foi feito em um momento em que ocorrem debates sobre o acesso desigual aos imunizantes contra a Covid-19 entre os países ricos e pobres.

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O Brasil tem um contrato para fornecimento de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer, das quais 15,5 milhões devem chegar até junho. O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira que as primeiras doses do imunizante serão distribuídas aos estados em maio.

Segundo a pasta, um milhão de doses do imunizante serão enviadas em duas etapas, com 500 mil doses cada uma, na primeira quinzena de maio, às 26 capitais do país e ao Distrito Federal.

Este seria o terceiro contrato firmado pela UE com as duas empresas, que já concordaram em fornecer 600 milhões de doses de sua vacina de duas doses ao bloco este ano em dois contratos anteriores.

A mudança ocorre no momento em que a Comissão busca romper os laços com a AstraZeneca, depois que a farmacêutica reduziu suas metas de entrega devido a problemas de produção.

A Pfizer tem se esforçado para aumentar a produção nos últimos meses em suas fábricas nos EUA e na Bélgica para atender à crescente demanda.

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