Bolsonaro mostrando caixa de cloroquina
Reprodução/TV Brasil
Bolsonaro mostrando caixa de cloroquina

Em meio aos questionamentos na CPI da Covid no Senado sobre o uso da cloroquina, o Ministério da Saúde tirou do ar um documento que servia como base de orientação para a prescrição do medicamento que não teve eficácia contra a Covid-19 comprovada cientificamente.

A Nota Informativa nº 17 foi publicada pelo governo federal em julho do ano passado e regulamentava o uso de medicamentos para tratamento precoce de pacientes com diagnóstico de Covid. A informação foi revelada pela revista "Piauí" e confirmada pelo GLOBO.

O documento instituiu regras para que médicos em todo o país pudessem prescrever a cloroquina ou a hidroxicloroquina para seus pacientes, estabelecendo as doses autorizadas e em que período da doença. A nota informativa estabelecia que cabia ao médico decidir se receitaria ou não cloroquina e também exigia que o paciente assinasse um documento concordando com o tratamento.

Inicialmente, o Ministério da Saúde impossibilitou o acesso ao documento em seu site: até o dia 5 de maio, quando o usuário clicava no link para abrir a nota informativa, era redirecionado para a página inicial do site.

Nesta sexta-feira, a página com as informações de "Manejo clínico e tratamento" no site do Ministério da Saúde saiu completamente do ar. O site indica que a última atualização ocorreu ás 19h57 dessa sexta-feira.

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Em nota, a pasta confirmou que retirou a nota do ar, mas afirmou que isso ocorreu porque o documento está passando por uma atualização.

"O Ministério da Saúde informa que a nota informativa nº 17/2020-SE/GAB/SE/MS foi retirada do ar para atualização. O documento está em fase final de elaboração e, em seguida, será enviado à Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para deliberação", afirmou o Ministério da Saúde.

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