Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Foto: Tony Winston/MS
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Após divulgação da nova variante indiana, identificada no Maranhão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (21) que todas as medidas sanitárias já foram tomadas para isolar a cepa, mas lembrou que o fenômeno biológico não obedece leis exatas e necessita de todo o cuidado.

Sobre o monitoramento, Queiroga disse que mantém conversas com secretários estaduais de Saúde e principalmente, no momento atual, com o secretário do Estado do Maranhão, Carlos Lula. "O importante é dizer que a Vigilância em Saúde no Brasil, ela é muito boa. Esse caso foi detectado prontamente, todas as medidas sanitárias foram tomadas e nós esperamos que não haja uma propagação dessa variante indiana aqui no Brasil", disse o ministro a jornalistas, enquanto visitava uma fábrica de insumos veterinários no interior de São Paulo.

"Foi confirmado em São Luís, esses casos foram isolados, tanto os pacientes como os seus contactantes. A detecção é no Maranhão, então o secretário Carlos Lula, que é o secretário de Saúde do Estado do Maranhão, está em contato permanente conosco, para que tenhamos a condição de isolar essa variante e ela não se propague para o Brasil. Mas é um fenômeno biológico, que não é matemático. É preciso que tenhamos os cuidados", acrescentou.


Caso suspeito da variante indiana do Coronavírus é monitorado em Fortaleza

A Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) foi notificada pela Anvisa acerca de um caso suspeito da variante indiana do coronavírus em Fortaleza, capital do estado. No dia 18 de maio foi realizada visita técnica ao local de isolamento do viajante, com equipes técnicas da Vigilância Sanitária do Estado e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), além de equipe de Epidemiologia do Município de Fortaleza.

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O paciente é um homem de 35 anos que voltou de viagem da Índia no dia 9 de maio. De acordo com a Secretaria de Saúde, após o desembarque ele seguiu em isolamento e não manifestou sintomas, apesar de dois exames RT-PCR nos dias 10 e 11 darem positivo. Um novo exame, feito no dia 18, deu negativo.

SP pede à Anvisa barreiras sanitárias em aeroportos para conter variante indiana

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que sejam feitas barreiras sanitárias nos aeroportos de Congonhas, na capital paulista, e de Cumbica, em Guarulhos, para controlar a chegada de passageiros que possam estar contaminados com a variante indiana do coronavírus.

Neste sábado, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, se reunirá, de forma online, com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Nesta quinta-feira, o estado do Maranhão confirmou o registro dos primeiros casos no Brasil da variante indiana do coronavírus, chamada de B.1.617. Os casos foram confirmados em tripulantes que estavam em um navio vindo da África do Sul.

"Os aeroportos são controlados pela Anvisa. A gente vai precisar, aí não é só São Paulo, que haja um esforço coletivo nesse sentido. Quando tivemos a primeira onda (da pandemia), no início do ano passado, o município inclusive disponibilizou funcionários de saúde para irem aos aeroportos. Para podermos identificar sintomáticos respiratórios" disse Aparecido. 

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