Vacinação em crianças deve seguir recomendações da Anvisa, diz Saúde
Eduardo Lopes/PMC
Vacinação em crianças deve seguir recomendações da Anvisa, diz Saúde

O Ministério da Saúde definiu na última quarta-feira (05) que a aplicação das vacinas contra a  Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos deve seguir integralmente as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pasta formalizou as recomendações em nota técnica, documento que norteará estados e municípios. A decisão implica, também, que o governo abre mão da exigência de receita médica para a imunização dessa faixa etária.

Entre os principais pontos definidos pela Anvisa, está o de que a a vacinação do público infantil ocorra em local diferenciado ao dos adultos e que seja vedada a modalidade drive thru. Se possível, deve ser realizada em sala excluisva para aplicação desse imunizante. Também deverá haver intervalo de pelo menos 15 dias entre a administração da vacina contra a Covid-19, que deverá ser priorizada, e as demais do calendário infantil. Crianças também devem ser monitoradas por 20 minutos no local da aplicação da vacina.

Ao todo, serão duas doses, com oito semanas de intervalo — a exemplo do que ocorre na Austrália, no Canadá, na Espanha, no Reino Unido e em Portugal. Segundo a bula aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as doses deveriam ser aplicadas num prazo de três semanas. Entre as justificativas para a ampliação do intervalo, está a maior resposta imunológica, a maior seguraça e a escassez de doses pediátricas.

A imunização será escalonada, primeiro por prioridades e, depois, por faixa etária. Confira a lista:

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  • Crianças de cinco a 11 anos com deficiência permanente ou com doenças preexistentes;
  • Indígenas e quilombolas;
  • Crianças que residem com pessoas de grupos de risco para Covid-19, a exemplo dos idosos;
  • Sem comorbidades, em ordem decrescente de idade: 10 e 11 anos; oito e nove anos; seis e sete anos; e cinco anos.

A nota técnica não detalha o cronograma de entrga de doses. Como revelou o Globo, o ministério deve receber cerca de 3,7 milhões de doses em janeiro, divididas em três lotes. A estimativa é que os primeiros voos com as vacinas cheguem ao país em 13, 20 e 27 de janeiro. As demais chegarão ao longo do primeiro trimestre, totalizando 20 milhões até março. O quantitativo é suficiente para aplicar a primeira dose na população de 5 a 11 anos.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina da Pfizer no público de 5 a 11 anos em 16 de dezembro. A composição das vacinas infantis é diferente da dos adultos e contém um terço da dose. Para distingui-las, os frascos terão as cores laranja e roxa, respectivamente.

O imunizante infantil poderá ser armazenado por um tempo maior, de 10 semanas, de 2°C a 8°C que a destinada a adultos, com prazo de quatro semanas. O frasco terá 10 doses.

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