Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Tony Winston/MS
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o possível caso de Deltacron em Santana, no Amapá é, na realidade, uma coinfecção das variantes Delta e Ômicron. O resultado foi obtido a partir de procedimento laboratorial realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e concluído nesta sexta-feira. Outra infecção em potencial, desta vez em Afuá, no Pará, continua em análise.

— Caso do Amapá descartado. (O do) Pará permanece em investigação — disse ao GLOBO.

O resultado confirma o que já havia sido anunciado pelo superintendente de vigilância em Saúde do Amapá. Assim, o paciente se contaminou com as duas cepas ao mesmo tempo, sem mistura de material genético.

A pasta anunciou na manhã de terça-feira o Brasil havia confirmado dois diagnósticos da nova linhagem, o que representaria uma recombinação genética da Delta e da Ômicron. Documento obtido pelo GLOBO, contudo, mostrou que o resultado dos sequenciamentos genéticos feitos pela Fiocruz para determinar se os casos até então sob suspeita ainda precisavam ser confirmados por meio de outros procedimentos laboratoriais.

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Diante desse cenário, Queiroga recuou horas depois e afirmou que os casos estavam em investigação, com previsão de resultado para esta sexta. A Deltacron é híbrida, ou seja, recombina geneticamente as duas cepas, o que levou ao nome. O gene que codifica a proteína de superfície do vírus, chamada como spike, vem quase totalmente da Ômicron. O restante, da Delta.

Essa variante foi detectada pela primeira vez no Chipre. Segundo autoridades do Reino Unido, a hiótese é que a cepa tenha evoluído a partir da coinfecção por Delta e Ômicron.

Procurada pelo GLOBO, a Fiocruz não confirmou o resultado e informou que esclarecimentos deveriam ser prestados pelo ministério e pelas secretarias de Saúde.

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