Wuhan foi o marco zero da pandemia da Covid-19
Reprodução: BBC News Brasil
Wuhan foi o marco zero da pandemia da Covid-19


Quase 1 milhão de pessoas iniciaram nesta quinta-feira um novo lockdown em Wuhan, cidade chinesa que é o marco zero da pandemia de Covid-19. A medida foi determinada pelas autoridades de Jiangxia, um dos 13 distritos da cidade, após a descoberta de quatro casos assintomáticos na região. O confinamento vai durar pelo menos três dias, com fechamento de bares, cinemas e outras atividades de entretenimento e a suspensão dos transportes públicos.

Nas áreas de maior risco, os moradores estão obrigados a ficar em casa, enquanto nas de médio risco, é possível fazer saídas limitadas em áreas residenciais. Segundo um comunicado das autoridades distritais, o objetivo do lockdown é "reduzir o fluxo de pessoas e o risco de infecção" pelo novo coronavírus.

Wuhan foi a primeira cidade do mundo a confinar sua população para conter a Covid-19, no início de 2020, mas rapidamente conseguiu controlar a disseminação do vírus. Em agosto de 2020, enquanto grande parte do mundo enfrentava quarentenas e confinamentos, a cidade realizou um festival de música eletrônica em um parque aquático ao ar livre, com milhares de pessoas festejando sem máscaras ou medidas de distanciamento social.

Dois novos estudos, publicados esta semana na revista científica Science, apontam o mercado de Huanan, na cidade de Wuhan, na China, como o epicentro da pandemia da Covid-19. As conclusões, de um time internacional de pesquisadores, envolveu a análise da localização e do sequenciamento genômico dos primeiros casos detectados do Sars-CoV-2, em novembro de 2019, e descartam possibilidade de o vírus ter escapado de laboratório.

País mais populoso do planeta, a China adotou uma política rigorosa conhecida como "Covid zero", com lockdowns-relâmpago, testagem em massa e quarentenas forçadas para conter surtos esporádicos. A estratégia funcionou com sucesso até o começo deste ano, quando a disseminação da variante Ômicron, altamente transmissível, causou o maior surto do país desde 2020.

A China contabiliza 2,3 milhões de casos e quase 15 mil mortes na pandemia, segundo o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos EUA.


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