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No total, 11 pessoas, sendo nove homens e duas mulheres, contraíram a doença dentro da capital paulista mesmo após as campanhas de vacinação

Mosquito do gênero Haemagogus é um dos principais transmissores de febre amarela silvestre no Brasil
Divulgação/Fiocruz
Mosquito do gênero Haemagogus é um dos principais transmissores de febre amarela silvestre no Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo confirmou nesta sexta-feira (30) mais um caso de febre amarela autóctone, que é quando a doença é contraída na própria região em que a pessoa mora. Trata-se de um homem de 72 anos, morador de Parelheiros, que ainda está em tratamento.

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Apesar de outros dez casos como este já terem sido registrados na cidade, este é o primeiro da Zona Sul da capital. Ao todo, nove homens e duas mulheres contraíram febre amarela dentro de São Paulo. Em seis desses casos, a doença causou a morte das pessoas infectadas.

"Todos os casos registrados são de febre amarela silvestre", ressalta a secretaria. Atualmente, só os mosquitos Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus no País, mas a transmissão urbana, algo que não acontece no Brasil desde 1942, ocorre a partir da picada de outro mosquito já muito conhecido da população, o  Aedes aegypti , o mesmo da zika, dengue e chikungunya. 

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Vacinação contra febre amarela ainda ocorre

Neste sábado (31), apesar do feriado da Páscoa, a campanha de vacinação contra a doença continua. Mas se você quiser se vacinar, fique atento porque apenas parte das unidades vai estar aberta para atender a população. Para conferir quais são, clique aqui.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o  usuário deve comparecer à unidade com documento de identificação e, se possível, o cartão SUS e de vacinas. Entretanto, pessoas imunodeprimidas (idosos, portadores de HIV), que fazem uso de corticoides em doses elevadas (portadores de lúpus, pacientes com artrite reumatoide) e que estão sendo submetidas a transplante de medula ou órgão sólido não devem tomar a vacina.

Pessoas com reação alérgica grave após ingestão de ovo também são contraindicadas porque o imunizante é feito em células embrionárias de galinha. Também não há indicação para menores de nove meses e as mães que estiverem amamentando bebês nesta faixa etária. Nestes casos, o melhor é consultar um especialista. 

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Desde o dia 19 de março, a campanha contra a febre amarela foi ampliada para todas as regiões da capital paulista e se estenderá até 30 de maio. Foram vacinadas 6.138.123 pessoas em toda a capital, o que corresponde a 52,5% da população, entretando a meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo ainda neste primeiro semestre.

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