Tamanho do texto

Cientistas afirmam que o consumo moderado da bebida pode ajudar a saúde, combatendo riscos de diabetes, câncer, AVC, doenças cardíacas e mais; veja

Beber café ajuda na maior longevidade, apontam pesquisas publicadas na “Annals of Internal Medicine”, nesta segunda
Reprodução/Pixabay
Beber café ajuda na maior longevidade, apontam pesquisas publicadas na “Annals of Internal Medicine”, nesta segunda

Quem não gosta de um café quentinho, saído na hora? Pois, para os fãs da bebida, a notícia é boa: novas pesquisas, divulgadas nesta segunda-feira (10), mostram que o maior consumo do cafezinho pode ajudar a aumentar a expectativa de vida da pessoa. As informações são da "CNN". 

Leia também: Há mais registros de casos de câncer do que casamentos, diz estudo

As descobertas recentes revivem o debate centenário sobre os efeitos do consumo de café para a saúde do ser humano. Uma das pesquisas fez o levantamento com mais de 520 mil pessoas em 10 países europeus, tornando-se o maior estudo até hoje sobre a bebida e sua ligação com a mortalidade; nela, foi descoberto que o consumo moderado diário pode reduzir de maneira significativa o risco de mortalidade de uma pessoa.

O segundo estudo, mais específico, ficou nos efeitos em grupos de pessoas não brancas (para comparar os efeitos entre raças). Para tanto, foram pesquisados afro-americanos, americanos nativos, havaianos, nipo-americanos, latinos e europeus, sendo foi revelado que os benefícios acontecem para todos da mesma maneira.

Leia também: Alerta: supergonorreia impossível de ser tratada está se espalhando, declara OMS

De acordo com a pesquisa, as pessoas que bebem entre duas e quatro xícaras de café por dia apresentaram riscos de morte 18% menores do que aqueles não consumiam a bebida. Tais descobertas são consistentes com os estudos anteriores que examinaram a população maioritária branca, explicou Veronica Wendy Setiawan, professora associada de medicina preventiva na Keck School of Medicine da USC, que liderou o estudo sobre populações não brancas.

“Dadas as populações muito diversas, com estilos de vida diferentes, hábitos alimentares muito diversos e susceptibilidades múltiplas –  ainda assim encontramos padrões semelhantes”, destacou Setiawan.

Leia também: Áreas sem registros de Zika podem ser alvos de novos surtos, diz pesquisa

O novo estudo mostra que há uma possibilidade grande de que haja uma relação biológica entre o consumo da bebida e a longevidade: por exemplo, foi descoberto que a mortalidade está inversamente relacionada às doenças cardíacas, ao câncer, às doenças respiratórias, ao acidente vascular cerebral (AVC), ao diabetes e à doença renal.

Além disso, o estudo realizado nos países europeus revelou uma associação inversa entre café e doença hepática, suicídio em homens, câncer em mulheres, doenças digestivas e doenças circulatórias. Ambos os estudos foram publicados na “Annals of Internal Medicine”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.