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Exame confirmou a febre amarela como causa de morte de psicólogo; Secretária de Saúde ainda investiga o caso e aumenta vacinação

Área verde, em Brasília, frequentada por homem com suspeita de febre amarela
Reprodução/TV Globo
Área verde, em Brasília, frequentada por homem com suspeita de febre amarela

O governo do Distrito Federal (DF) entrou em alerta, neste sábado (25), após a morte de um psicólogo de 43 anos, diagnosticado com febre amarela. Os primeiros sintomas foram registrados há cerca de dez dias, e se agravaram. A Secretaria de Saúde investiga o caso, mas não confirma a causa da morte.

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Segundo informações da TV Globo, os primeiros sintomas do psicólogo foram mal estar e dores de de cabeça. Três dias depois, ele apresentou febre e dores nas costas. No último domingo, o homem foi levado para o hospital Santa Lúcia, na Asa Sul de Brasília, com insuficiência renal e um estado neurológico considerado grave. Nesta quinta-feira (23), não resistiu aos sintomas e morreu.

Foram feitos exames para para hantavirose e dengue, mas os resultados vieram negativos.  Somente após realizar o teste de febre amarela, os médicos conseguiram diagnosticar o motivo dos sintomas. Técnicos da Secretaria de Saúde avaliam o caso e mesmo com o exame positivo, continuam investigando a causa da morte, pois os resultados não seriam conclusivos.

O psicólogo frequentava duas áreas verdes do DF, locais onde a transmissão do vírus pode ser mais fácil. Mas Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, em 2017, não registrou nenhum caso de macacos mortos em razão da febre amarela – um dos principais indicativos da circulação do vírus na região.

Mesmo assim, a pasta deu início a uma série de ações de vigilância ambiental, como uso de fumacês para matar o mosquito transmissão e reforço na vacinação.

De acordo com a rádio CBN, o psicólogo já havia vacina contra a doença há 19 anos. A suspeita é que ele se enquadre nos raros casos quando a imunidade perde efeito, já que segundo o Ministério da Saúde, a eficácia da imunização varia entre 95% e 99%.

Desta forma, infectologistas ouvidos pela rádio sugerem que seja feita uma checagem de tempos em tempos para avaliar a situação de cada pessoa.

Suspeita em São Paulo

Dez pessoas tiveram suspeita de febre amarela  na capital paulista e ainda estão sendo observadas, desde o fim de outubro. Além disso, três macacos foram encontrados mortos, em áreas verdes da capital paulista. Para impedir a proliferação da doença por toda a cidade, 15 parques foram fechados por tempo indeterminado e a vacinação foi reforçada na cidade , especialmente próximo aos locais onde os animais foram encontrados, na Zona Norte.

Em um balanço feito pela prefeitura de São Paulo até o dia 27 de outubro, mais de 213 mil moradores da região afetada foram imunizados contra a febre amarela.

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