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Ao todo, já são dois óbitos em razão da doença na capital mineira, sendo que nos dois casos a contaminação ocorreu em outros municípios; entenda

Flávio Henrique Alves de Oliveira foi diagnosticado com febre amarela e não resistiu à doença
Divulgação
Flávio Henrique Alves de Oliveira foi diagnosticado com febre amarela e não resistiu à doença

Mais uma morte por febre amarela é confirmada em Minas Gerais nesta quinta-feira (18). O presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), Flávio Henrique Alves de Oliveira, de 49 anos, foi a óbito às 7h30 de hoje, em Belo Horizonte.

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Internado desde o dia 11 no Hospital Mater Dei, o homem já havia sido diagnosticado com febre amarela . Em nota, a rede hospitalar confirmou que a morte se deu em decorrência de complicações derivadas da febre amarela.

Até então, segundo dados da Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgados na quarta-feira (17),  de julho do ano passado até o início deste ano, haviam sido  confirmados 22 casos de febre amarela no estado, dos quais 15 pacientes morreram - 46 casos continuam sob investigação.

"Uma pessoa leal e digna"

Oliveira era músico e compositor, e já tinha mais de 180 músicas gravadas, repertório construído na companhia de nomes como Paulo César Pinheiro, Chico Amaral, Milton Nascimento e Toninho Horta. Em sua carreira, lançou um DVD e oito CDs autorais.

A Empresa Mineira de Comunicação foi criada no ano passado, quando passou a administrar a Rádio Inconfidência e a Rede Minas. Fundada por Tancredo Neves, a Rede Minas é uma emissora pública que distribui conteúdo a 765 municípios mineiros, por meio de estações retransmissoras, de prefeituras e de 50 TVs educativas afiliadas.

A Secretaria de Cultura de Minas Gerais prestou condolências à família do músico, referindo-se a ele como "uma pessoa leal e digna". "Seu sorriso, seu jeito carinhoso, sua dignidade e sua música ficam marcadas em nossa memória e em nossos corações", escreveu a pasta em um recado em que destaca que, em breve, informará detalhes sobre o velório e o enterro.

O falecimento também foi lamentado pelo secretário estadual de saúde, Sávio Souza Cruz, que destacou o caráter íntegro, o profissionalismo e a dedicação da Flávio Henrique Alves de Oliveira.

Vacinação em idosos

Também nesta quinta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) alterou a orientação para vacinação de idosos contra febre amarela na capital mineira. Em Belo Horizonte, os idosos que quiserem ser imunizados poderão passar por avaliação nos próprios postos de saúde antes da vacina. 

Até então, idosos precisavam de indicação médica para receber a vacinação, e só então, depois de uma consulta, eles podiam se dirigir aos postos. 

De acordo com a SMSA, até o momento, duas pessoas morreram vítimas de febre amarela em Belo Horizonte. Nos dois casos, a contaminação não ocorreu na capital mineira.

Tragédia em Mariana

 Um dos fatores que pode ter contribuído para o aumento de casos de febre amarela na região sudeste do Brasil pode ser o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais.

O acidente ocorreu em 5 de novembro de 2015 e, de acordo com biólogos da Fiocruz, alguns casos de contágio de febre amarela foram registrados nas mesmas áreas do desastre ambiental.

Na época, foram encontrados macacos mortos na região próxima à cidade de Colatina, no Espírito Santo, também afetada pela barragem de Mariana.

Os episódios deste ano se assemelham ao surto de 2009, no Rio Grande do Sul. Ambos são de febre amarela silvestre - cujo ciclo se mantém na floresta. No entanto, com casos de degradação ambiental, os animais se aproximam mais do homem e aumentam os riscos de contaminação nas áreas urbanas.

Desde janeiro de 2017, o governo brasileiro admite que o desastre de Mariana possa ter alguma ligação com o surto de febre amarela.

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*Com informações da Agência Brasil e Ansa

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