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Especialistas estimam que casos como o deste menino, que nasceu no Reino Unido, são muito raros: só acontecem seis vezes a cada 100 mil nascimentos

O bebê, que torceu seus testículos dentro do útero, não poderá ter filhos biológicos por causa da condição
Reprodução/Daily Mail
O bebê, que torceu seus testículos dentro do útero, não poderá ter filhos biológicos por causa da condição


Um bebê, com uma condição rara e irreversível, nasceu estéril após torcer seus testículos ainda dentro do útero. De acordo com o Daily Mail , o caso surpreendeu os médicos, que o descreveram como “extraordinário”, e foi publicado recentemente na revista científica BMJ Case Reports.

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O menino, que nasceu com 36 semanas de gestação, não apresentava nenhuma alteração nos exames de pré-natal e, então, não levantou suspeitas sobre a condição. A doença só foi identificada após o nascimento, quando a equipe médica do Hospital Royal Devon and Exeter, no Reino Unido, percebeu que seus  testículos eram muito grandes e estavam inchados.

Após alguns testes, os especialistas chegaram a um diagnóstico classificado como “incomum”, já que a criança nunca mostrou sinais da condição nem possuía histórico familiar da doença. Então, três dias após o nascimento, a equipe do médico Michael Clarke realizou um ultrassom testicular, que confirmou que o fornecimento de sangue para os órgãos fora interrompido. Eles apresentaram fluidos irregulares e não foi identificado um fluxo vascular, o que comprovou o diagnóstico.

Como tratamento, o bebê começou a receber uma terapia de reposição de testosterona , já que seus níveis do hormônio estavam baixos, um tratamento que deve continuar a ser administrado durante toda a sua vida, principalmente durante a puberdade. Ele não poderá ter filhos biológicos.

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Torção testicular

A condição é chamada torção testicular e, no caso deste bebê, a torção foi bilateral, o que faz a situação ainda mais rara. Poucos casos do gênero já foram registrados, e as estimativas são de seis lesões para cada 100 mil nascimentos, sendo que a maioria dela é unilateral, só afetando um testículo.

Normalmente, a doença acomete garotos na fase da puberdade e precisa ser tratada de forma emergencial, com procedimentos cirúrgicos . Ela costuma acontecer durante atividades físicas ou o sono, e pode ser explicada porque o tecido ao redor dos órgãos ainda não está completamente ligado ao escroto.

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Quando os testículos são torcidos, o fornecimento de sangue para o órgão é interrompido, e se o problema não é tratado em até cerca de seis horas, o testículo é considerado "morto" e precisa ser retirado cirurgicamente.

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