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Desde o início deste ano, 59 casos da infecção viral foram confirmados pela Secretaria de Saúde do estado, sendo 45 de venezuelanos e 14 de brasileiros

Casos de sarampo aumentam em Roraima, desde que venezuelanos passaram a se deslocar para Boa Vista
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Casos de sarampo aumentam em Roraima, desde que venezuelanos passaram a se deslocar para Boa Vista

Desde fevereiro deste ano, quando o primeiro caso de sarampo voltou a ser notificado no Brasil depois de a doença ter sido eliminada em 2015, o número de brasileiros que adoeceram por conta da infecção viral aumentou.

O sarampo voltou a ser uma preocupação para o Ministério da Saúde com a intensificação do fluxo de venezuelanos no País. Segundo a Secretaria de Saúde de Roraima, dos 234 os casos notificados de sarampo no estado, 59 foram confirmados, sendo 45 de venezuelanos e 14 de brasileiros.

Também foram registrados duas mortes por sarampo em crianças venezuelanas na capital de Roraima , Boa Vista.

A pasta ainda afirma que 166 casos permanecem em investigação e nove foram descartados para a doença. Dos casos confirmados, 46 foram identificados em Boa Vista, 12 em Pacaraima e um em Uiramutã, todos com o mesmo genótipo identificado na Venezuela em 2017.

“Além do aumento do número de brasileiros entre os casos confirmados, mais um município – Mucajaí – passa a integrar o boletim com casos notificados, somando um total de dez municípios”, informa a secretaria.

A secretaria ressalta que Boa Vista continua sendo o município com o maior número de casos notificados, 156 no total, seguido por Pacaraima, com 51 registros; Cantá tem dez; Amajari, nove; Rorainópolis e Alto Alegre, com dois casos cada; e Caroebe, Mucajaí, São João da Baliza e Uiramutã, com um caso cada.

A secretaria informou que, entre os 45 casos da doença entre venezuelanos , 22 deles são indígenas da etnia Warao.

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Fim da campanha de vacinação

O estado iniciou uma campanha de vacinação contra o sarampo no dia 10 de março, com previsão de ser encerrada nesta terça-feira (10).

Após essa data, municípios e estado devem se reunir para analisar os dados coletados e definir como e onde a imunização precisa continuar.

Até o momento, de acordo com a secretaria, já foram aplicadas mais de 50 mil doses da vacina que, além de imunizar contra o sarampo, protege contra a caxumba e a rubéola.

Sintomas

A secretaria alerta para que a população fique atenta a sintomas como febre e exantema (manchas avermelhadas), acompanhados de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. “Quando identificado um ou mais desses sintomas, a pessoa deve procurar um médico”, orientou a pasta.

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*Com informações da Agência Brasil

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