Tamanho do texto

Alta na quantidade de óbitos também acompanha o aumento no número de casos da doença, que é quase três vezes maior do que o registrado em 2017

Em 2018, maioria dos casos de mortes por gripe no Brasil foram ocasionados pelo subtipo H1N1
shutterstock
Em 2018, maioria dos casos de mortes por gripe no Brasil foram ocasionados pelo subtipo H1N1

De janeiro a julho deste ano, 839 mortes por gripe no Brasil foram confirmadas. O número teve um aumento de quase 200% se comparado ao mesmo período de 2017, quando 285 óbitos foram registrados pelo vírus influenza, conforme informou a Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde.

Leia também: Dieta rica em fibras pode combater a gripe, aponta estudo feito com camundongos

Além da alta no número de mortes por gripe no Brasil , os casos da doença também cresceram. Em 2017, até julho foram 1.782 registros, contra 4.680 infecções no mesmo período deste ano. Entre os estados com maior número de casos em 2018, São Paulo lidera o ranking, com 1.702 notificações, seguido do Ceará, 376; Paraná, 432; e Goiás, 378.

Contudo, o novo levantamento apontou que os subtipos de vírus que causaram gripe foram diferentes entre um ano e outro. Em 2018, a prevalência era de infecções provocadas pelo subtipo H1N1, o que correspondia por 60% dos casos. Antes, a maior parte, o equivalente a 73,7%, foi ocasionada pelo influenza A (H3N2). Neste ano, os óbitos foram, em sua maioria, causados pelo H1N1: 567, sendo 67,5% do total.

A pasta reforça que o vírus influenza, que causa a gripe, é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Essas variações se referem a diferenças encontradas no material genético do vírus.

Leia também: Não confunda com gripe ou resfriado: aprenda a identificar a bronquiolite

Vacinação evitaria mortes por gripe no Brasil

O Ministério da Saúde informou na última quarta-feira (18) que a campanha de vacinação contra a gripe alcançou a meta de imunizar 90% do público-alvo. De acordo com o último boletim divulgado pelo governo federal, 90,19% da população considerada prioritária recebeu a dose – um total de 51,4 milhões de pessoas.

A pasta alertou, entretanto, que gestantes e crianças de 6 meses a menores de 5 anos continuam com a cobertura vacinal abaixo de 80% – 77,8% e 76,5%, respectivamente. Ambos os grupos, segundo o ministério, ainda podem procurar os postos de saúde para se vacinar.

Regiões e estados

Entre as regiões, Centro-Oeste e Nordeste são as únicas que ultrapassaram a meta, com 99,45% e 94,71%, respectivamente. Já Norte e Sudeste apresentam as menores coberturas vacinais – 86,61% e 86,9%. No Sul, o índice registrado até o momento, é 88,6%.

Os estados com as taxas mais baixas de vacinação contra a gripe são Roraima, com 67,1%, Rio de Janeiro, com 77,9% e Acre, com 79,1%.

Leia também: Funciona mesmo? Dói? Quem pode tomar? Tire suas dúvidas sobre a vacina da gripe

Os que já atingiram a meta de vacinação são: Goiás (106,7%), Ceará (104,3%), Amapá (100,3%), Distrito Federal (98,2%), Espírito Santo (97%), Pernambuco (96,3%), Tocantins (96,2%), Alagoas (94,7%), Minas Gerais (94,8%), Mato Grosso (94%), Maranhão (94,2%), Paraíba (93,3%), Rio Grande do Norte (92,9%), Sergipe (92,9%), Paraná (92,5%), Piauí (91,6%) e Mato Grosso do Sul (90,9%).

Sobre as mortes por gripe no Brasil , a pasta informa que 335 registros de casos da doença se referiam ao vírus influenza B, com 46 óbitos, e outros 541 de influenza A não subtipado, com 86 óbitos.

*Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.