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Aumento na doação de órgãos permitirá alcançar recorde em transplantes de fígado, pulmão e coração até o final de 2018, de acordo com projeção

No primeiro semestre deste ano, o número de doadores de órgãos foi para 1.765, de acordo com levantamento
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No primeiro semestre deste ano, o número de doadores de órgãos foi para 1.765, de acordo com levantamento

O número de doadores de órgãos aumentou 7% no primeiro semestre de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (27), Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos.

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O balanço do período aponta que o número de doadores de órgãos passou de 1.653 para 1.765. Esses dados são referentes aos doadores efetivos de órgãos, ou seja, aqueles que iniciaram a cirurgia para a retirada de órgãos com a finalidade de transplante.

“A união entre governo federal, iniciativa privada, estados e municípios transforma o SUS, a Política Nacional de Transplante, em exemplos de eficácia, eficiência e de retorno à população brasileira. Essa parceria mostra que quando a gente tem prioridade de governo, temos um SUS solidário e eficiente", destacou o ministro da Saúde interino, Adeílson Cavalcante.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende 5.570 municípios, com mais 43 mil unidades de saúde e cerca de 1.100 equipes transplantadoras no país.

Doadores de órgãos alcançam recorde de transplantes

O Brasil deve fechar o ano com taxa de 17 doadores de órgãos por milhão da população, segundo levantamento
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O Brasil deve fechar o ano com taxa de 17 doadores de órgãos por milhão da população, segundo levantamento

Realizando projeção do número de transplantes com base no primeiro semestre deste ano, o aumento na doação de órgãos permitirá alcançar recorde nos transplantes de fígado (2.222), pulmão (130) e coração (382) até o final de 2018. Ainda segundo a projeção, os transplantes de medula óssea também alcançarão seu maior número na série histórica (2.684).

Com o aumento no número de doadores efetivos, o Brasil deve fechar 2018 com taxa de 17 doadores efetivos por milhão da população (PMP), ultrapassando a meta do Plano Plurianual do Ministério da Saúde, que prevê o alcance de 15 doadores efetivos PMP para este ano. Em números absolutos, o país deve contar com 3.530 doadores efetivos, batendo recorde da série histórica dos últimos cinco anos.

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Ao analisar os dados de doação por estado, em números absolutos, a Região Norte demonstrou reforço nas doações e captações de órgãos, nos estados de Roraima (3 doações efetivas) e Tocantins (1 doação efetiva), que, até então, não apresentavam nenhum registro.

Estes resultados reforçam a importância da União, estados e municípios de investirem cada vez mais em ações de conscientização da população, com destaque aos familiares e profissionais de saúde, sobre a importância da doação de órgãos para a realização dos transplantes, salvando mais vidas.

Nos últimos anos, o Ministério da Saúde observou um aumento dos consentimentos familiares para a doação de órgãos, fruto de uma maior consciência da sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplante. Atualmente 41.266 pacientes aguardam por um transplante, número menor que em 2017, quando havia 44 mil pacientes na espera.

Ao apresentar os dados de balanço de transplantes, a coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Daniela Salomão, falou sobre a importância da conscientização da população sobre a importância de dizer “sim” à doação.

"Com o esforço coletivo será possível atender cada vez mais brasileiros e fazer mais transplantes”, disse Daniela. A coordenadora também fez um agradecimento à Força Aérea Brasileira (FAB) e as companhias aéreas comerciais pela parceria no transporte e na logística dos órgãos doados e captados. "Quero agradecer a todos os parceiros e à FAB, que a partir do decreto presidencial, favoreceu muito no aumento de transplantes no país, principalmente os de coração e pulmão", ressaltou.

Durante coletiva de imprensa para anúncio do balanço de transplantes, o secretário de Atenção à Saúde, Francisco Figueiredo, reforçou a importância da participação de todos os atores no transplantes, tanto estados, como municípios e colaboradores do SUS. "Eu gostaria de agradecer todos os colaboradores, pois sem a participação de todos não seria possível alcançar esses números", ressaltou.

O Ministério da Saúde repassa recursos para estados e municípios utilizarem na qualificação dos profissionais de saúde envolvidos nos processos de doação de órgãos e tecidos. O orçamento federal para essa área mais que dobrou em 10 anos, passando de R$ 453,3 milhões para R$ 1,036 bilhão. A pasta também vai ofertar 74 oficinas de capacitação de 4 mil médicos, até 2020, em atendimento à nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) para o diagnóstico da morte encefálica. O projeto piloto já foi aplicado em São Paulo e em breve estará disponível para todos os estados. A maioria dos estados já está realizando capacitações de seus profissionais.

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Projeção para transplantes

Aumento de doadores de órgãos eleva o número de transplantes e pode bater recorde
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Aumento de doadores de órgãos eleva o número de transplantes e pode bater recorde

Em 2018, o país deve realizar 26.400 transplantes. Desse total, 8.690 serão órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim e pâncreas rim), registrando recorde em comparação aos últimos oito anos.

Na projeção para todo o ano de 2018, os transplantes de córnea, no entanto, apontam redução. Esse é reflexo da redução da lista de espera em alguns estados. Por exemplo, Amazonas, Ceará, Goiás, Pernambuco e Paraná tiveram desempenho médio de transplantes de córnea, superior ao da média de pacientes na lista de espera, nos últimos três meses, e, portanto, são considerados na situação de lista zerada.

As companhias aéreas comerciais são grandes parceiras nessa conquista e também a Força Aérea Brasileira (FAB). As companhias de aviação civil transportaram, entre junho de 2016 até junho deste ano, a partir do termo de cooperação firmado com o Ministério da Saúde, 9.236 órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, rim e pulmão) e tecidos.

Em relação ao primeiro semestre deste ano, houve crescimento de 6% em comparação ao primeiro semestre de 2017, passando de 2.327 itens transportados, entre órgãos, tecidos e equipes para 2.474. Já a FAB transportou entre junho de 2016, quando saiu o decreto presidencial (nº 8.783 de junho de 2016), até junho deste ano, 513 órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, rim e pulmão) e tecidos.

A coordenadora de Transplantes, Daniela Salomão, falou sobre a importância de dizer "sim" à doação de órgãos entre as famílias."Com o esforço coletivo será possível atender cada vez mais brasileiros e fazer mais transplantes". Daniela também fez um agradecimento à FAB. " Esse decreto presidencial que colocou um avião da FAB à disposição para transporte favoreceu muito o aumento de transplantes principalmente de coração e pulmão", ressaltou.

*Com informações da Agência Saúde

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