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Em meio a grave epidemia do doença na República Democrática do Congo, país escandinavo divulga que teste do paciente deu negativo para o vírus

Caso suspeito de ebola na Suécia foi descartado por especialistas
Thinkstock
Caso suspeito de ebola na Suécia foi descartado por especialistas

Enquanto o mundo vive a segunda maior epidemia de ebola já registrada, concetrada na República Democrática do Congo, as autoridades suecas divulgaram que um caso suspeito da doença no país escandinavo era um alarme falso.

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O paciente que apresentou sintômas da doença passou três semanas no Burundi, de acordo com as autoridades locais. O país africano até agora não registrou casos de ebola durante o último surto, mas faz fronteira com a República Democrática do Congo, que tem mais de 600 casos suspeitos da doença.

O homem foi internado no Uppsala University Hospital na última sexta-feira (4) com fortes febres e sangue no vômito e nas fezes. Além de ebola, ele também fez testes para dengue, febre amarela, febre hemorrágica de Malburg e Febre do Vale do Rift. Todas as enfermidades foram descartadas e a condição do paciente melhorou, segundo o hospital.

Surto de Ebola assola o Congo

Surto de ebola que atinge o Congo é o segundo maior registrado na história
Divulgação/ Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Surto de ebola que atinge o Congo é o segundo maior registrado na história

Após vencer uma epidemia de ebola no primeiro semestre de 2018, a República Democrática do Congo enfrente um novo surto do vírus desde agosto do ano passado. De acordo com o ministério da Saúde do país, 608 pessoas tiveram casos suspeitos da doença, com 368 mortes. 

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Ainda de acordo com as autoridades, 207 pessoas conseguiram sobreviver ao vírus da ebola desde agosto. Mais 29 casos estão sendo estudados e podem entrar na lista de prováveis infecções pela doença. 

Na média, a ebola mata cerca de metade dos infectados. No surto atual da doença na República Democrática do Congo.  60% das pessoas não resistiram ao vírus

A epidemia de ebola que atinge o Congo neste momento é a segunda maior e a segunda mais mortal já registrada na história, ficando atrás apenas de um surto que atingiu o oeste do continente africano em 2014, matando cerca de  11,000 pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Comumente conhecida como febre hemorrágica do Ebola, essa é uma enfermidade severa e geralmente mortal - com taxa de óbito de até 90%. A doença é causada pelo vírus, que faz parte da família filovírus.

A condição só ficou conhecida em 1976, quando dois surtos simultâneos aconteceram, sendo um em Yambuku, vilarejo próximo ao Rio Ebola, na República Democrática do Congo, e outro numa área remota do Sudão.

Ainda não se sabe exatamente qual a origem do vírus da  ebola . No entanto, há evidências atuais que sugerem que morcegos comedores de frutas podem ter sido os hospedeiros originais.