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"Foi realmente assustador", diz Ruth, que hoje anda em uma cadeira de rodas

Em novembro do ano passado, Ruth Kent, de 53 anos, começou a sentir dores no corpo, mas as ignorou depois de achar que se tratava de uma gripe. No entanto, a mulher sabia que precisava procurar ajuda médica após acordar durante a noite para ir ao banheiro e sentir dores nos pés enquanto caminhava.

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Reprodução/Kennedy News and Media/The Sun
Ruth Kent teve meningite e desenvolveu sepse; a mulher precisou amputar sete dedos dos pés

No dia seguinte, as coisas ficaram piores quando o seu filho, Mikey, de 27, descobriu que ela ficou inconsciente enquanto dormia no sofá e ligou para a emergência. No hospital, a mulher foi diagnosticada com meningite meningocócica e rapidamente desenvolveu  sepse , o que fez a mulher ficar com o rosto, as mãos e os pés pretos, segundo a agência Kennedy News and Media.

“Foi realmente assustador. Meu filho salvou minha vida naquele dia. Se eu soubesse, teria ido ao médico mais cedo. Eram apenas sintomas normais de uma gripe no começo, como tremores ou dores. Eu não tinha dor de cabeça e nem nada parecido”, ressalta Ruth.

Nos dois meses seguintes, ela lutou para permanecer viva enquanto desenvolvia gangrena (morte de um tecido por conta de uma uma infecção ou falta de fluxo sanguíneo) em seus pés . Por conta disso, ela foi obrigada a amputar parte deles, incluindo vários dedos, assim como os lados e as solas. 

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Na ocasião, Ruth revelou que os médicos disseram para sua família para “se preparar para o pior”. "Quando chegaram lá, a equipe os levou para um pequeno quarto e disse: 'Seus órgãos estão falhando. Eles disseram para se prepararem. Eu não posso imaginar como isso deve ter sido para eles . Isso ainda me incomoda”, destaca.

"Não me lembro de muita coisa, mas fiquei em tratamento intensivo por cerca de duas semanas. Fiquei muito confusa. Eles pensaram que eu perderia o nariz”, completa. Em certo momento, como sua condição continuou a se deteriorar, Ruth temia que ela pudesse perder a visão também. “Tenho sorte de que isso não aconteceu”, afirma.

Por conta dos problemas, ela perdeu sete dedos dos pés. “Ainda tenho fadiga extrema. Minhas emoções estão em alta e baixa”, ressalta. Ruth ainda está se recuperando e usa uma cadeira de rodas em tempo integral, uma vez que só de dar pequenos passos ela já sente uma dor descrita como esmagadora. 

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“Eu vejo uma luz no fim do túnel e sei que voltarei a andar no futuro. Eu me juntei a grupos de apoio e tenho conversado com outras pessoas. Há uma senhora sem membros e ela é incrível. Isso me faz sentir culpada quando me sinto mal comigo mesma”, finaliza a mulher .