Tamanho do texto

Como a doença não possui exames preventivos, é importante prestar atenção nos sinais de alerta; tratamento deve começar o quanto antes

A cantora sueca Marie Fredriksson , vocalista da dupla Roxette, morreu, aos 61 anos, por causa de um  câncer no cérebro . Em 2002, a artista foi diagnosticada com o tumor após desmaiar dentro de casa. Desde então, ela lutava contra a doença.

Marie Fredriksson arrow-options
Divulgação
Marie Fredriksson, vocalista do Roxette, morreu por conta de um câncer no cérebro, diagnosticado em 2002

O câncer no Sistema Nervoso Central (SNC) — que envolve o cérebro e a medula espinhal — representa de 1,4 a 1,8% de todos tumores malignos no mundo, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Cerca de 88% deles são no cérebro.

Os tumores que se desenvolvem no cérebro podem ser primários — quando as células cancerígenas são originárias do próprio tecido cerebral — ou secundários — quando ocorre por causa de metástase de outro câncer , como o de mama, pulmão e pele . Os tipos secundários são os mais frequentes.

Sinais de alerta

Pelo fato de não haver exames preventivos para diagnosticar o câncer no cérebro, é preciso ficar atento aos sinais de alerta. Eles podem surgir em momentos iniciais ou avançados do tumor, já que dependem de onde ele está localizado.

Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça muito forte que pode estar associada a náuseas e vômitos, crise convulsiva, alterações de equilíbrio, de visão ou de audição, alterações da fala ou da capacidade intelectual (compreensão, raciocínio, escrita, cálculo, reconhecimento de pessoas).

Leia também: Entenda o que é o tumor retirado do cérebro de Gloria Maria e quais os sintomas

"Se você notou alguns desses sinais, procure um médico. O tratamento precoce é sempre melhor. Não negligencie os sintomas", orienta Carolina Fittipaldi, médica oncologista da Oncoclínicas.

De acordo com a especialista, a maioria dos diagnósticos ocorre na emergência, quando os pacientes procuram ajuda médica após uma crise de dor de cabeça muito forte ou por causa de um episódio convulsivo. A lesão é identificadas por exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética com contraste.

Fatores de risco

De acordo com o Inca, alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento do câncer cerebral , como exposição a radiação ionizante (profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação) e deficiência do sistema imunológico (que pode ser causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos ou drogas que suprimem o sistema imunológico).

"O tratamento depende muito do tipo de tumor e da localização dele no cérebro. Por tratar-se de uma área nobre é importante que seja avaliado por uma equipe médica especializada que conte com neurocirurgião, oncologista e radio-oncologista, já que para alguns tipos de tumores é necessário complementar o tratamento cirúrgico com radioterapia e/ou quimioterapia. Todos os casos devem ser avaliados de forma individual de acordo com as características do tumor", diz Carolina.

Leia também: Entenda o que é espondilite anquilosante, doença que afeta o cantor Zé Felipe

Todo o tratamento do câncer de cérebro é conduzido por essa equipe multidisciplinar, que além do neurocirurgião, inclui oncologista clínico, fisioterapeuta, enfermeiro, fonoaudiólogo e nutricionista, por exemplo.