Cada pessoa infectada com o coronavírus espalha a doença para outras duas ou três, em média, nas taxas de transmissão atuais, segundo duas análises científicas da epidemia. Para conter a epidemia e mudar de rumo, as medidas de controle teriam que interromper a transmissão em pelo menos 60% dos casos.

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A doença respiratória causada pelo coronavírus já atinge 13 países em quatro continentes; 56 pessoas morreram na China


O número de mortos pelo surto de coronavírus aumentou para 56 neste domingo (26), com mais de 2 mil pessoas infectadas em todo o mundo, a grande maioria na China. "Ainda não está claro se esse surto pode ser contido na China", disse Neil Ferguson, especialista em doenças infecciosas do Imperial College de Londres, que liderou um dos estudos.

A equipe de Ferguson sugere que até 4 mil pessoas em Wuhan já estavam infectadas antes de 18 de janeiro e que, em média, cada caso estava infectando mais duas ou três.

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Um segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Lancaster, na Grã-Bretanha, também calculou a taxa de infecção em 2,5 pessoas, em média, para cada infectado.

"Se a epidemia continuar incessantemente em Wuhan, prevemos que será substancialmente maior até 4 de fevereiro", escreveram os cientistas.

Eles estimaram que na cidade de Wuhan, onde o surto começou em dezembro, haverá cerca de 190 mil casos antes de 4 de fevereiro e que "a infecção se instalará em outras cidades chinesas e as importações para outros países serão mais frequentes".

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Raina MacIntyre, diretora do Programa de Pesquisa em Biossegurança do Instituto Kirby da Universidade de New South Wales, na Austrália, disse no sábado (24) que é muito preocupante que a infecção tenha se espalhado nos últimos dias. "Quanto mais disseminada a infecção em outras partes da China, maior o risco de maior disseminação mundial", afirmou MacIntyre.

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