A apresentadora Ana Maria Braga, do programa global Mais Você,  dividiu com o público nesta segunda-feira o fato de estar novamente lutando contra o câncer. Terceiro episódio de doença pulmonar, desta vez ela recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma, um dos tipos mais comuns de câncer e ainda mais agressivo que os anteriores. 

Ana Maria e Louro José
Divulgação / TV Globo
Ana Maria Braga dividiu com o público sua nova luta contra o câncer

Passível de agravantes como o tabagismo - hábito cultivado pela apresentadora - o adenocarcinoma pode se desenvolver em outras partes do corpo. De acordo com o American Cancer Society , esse grupo da doença representa 40% dos cânceres de pulmão. 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA), registra, no Brasil, 30 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano. Além disso, a relação com o cigarro aumenta chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.

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A oncologista Mariana Laloni, do Grupo Oncoclínicas, explica que, entre os sintomas mais comuns do câncer de pulmão estão os sinais relacionados ao próprio aparelho respiratório, como tosse, falta de ar e dor no peito.

Outros sintomas menos específicos também podem aparecer, como perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença.

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O diagnóstico específico de câncer de pulmão é feito através de biópsia , que consiste na retirada de um pequeno fragmento da lesão suspeita. O material é analisado pelo patologista, que determina o resultado e o tipo de câncer. 

Tratamento não envolve cirurgia ou radioterapia

Ao público, Ana Maria Braga ainda comentou que este câncer é “parecido com os outros”, porém “mais agressivo, e não é passível de cirurgia ou radioterapia”. O tratamento, então, está sendo feito com uma combinação de quimioterapia e imunoterapia. O primeiro ciclo já foi iniciado no último dia 26. 

De acordo com a oncologista, a imunoterapia é vista como "o grande avanço dos últimos anos", e explica que o tratamento atua "através do bloqueio dos fatores que inibem o sistema imunológico, com medicações imunoterápicas que provocam um aumento da resposta imune”, diz. 

Apesar disso, a apresentadora não está livre dos efeitos colaterais da quimioterapia , assunto do qual ela não fugiu. “Tem dias que a gente fica mais sensível que outros”, explicou, ao reforçar que podem ocorrer dias em que não se sinta disposta para trabalhar, embora siga bastante otimista. 

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