Desde o início da semana, o número de casos confirmados do novo coronavírus praticamente dobrou no país, passando de 34 pacientes na terça-feira para 69 pessoas que atualmente seguem em isolamento. Dessses, pelo menos seis casos são de transmissão local. Ou seja, de pessoas que não viajaram e foram infectadas dentro do país. Os pacientes tiveram contato com casos conhecidos, o que significa que ainda é possível rastrear o “caminho” do vírus. O avanço da doença, porém, se mostra exponencial no mundo e preocupa especialistas. 

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Formas de transmissão do coronavírus interferem no protocolo internacional

Essa diferença é o que separa a transmissão local do coronavírus do conceito de “transmissão comunitária”, que ocorre quando o vírus já circula livremente pelo território. Por outro lado, é possível que essa etapa não demore a chegar, uma vez que a nova doença já é considerada uma pandemia no mundo.

"Quando isso acontece, não faz mais sentido contar ou ficar preocupado com a origem do caso, se viajou ou não viajou, porque o vírus já está disseminado na comunidade", explicou Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em coletiva de imprensa na última sexta-feira (6).

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As medidas adotadas pelo país, porém, não devem mudar e a natureza das transmissões interfere principalmente nas políticas internacionais, inserindo o Brasil em listas de risco para entrada em outros países. Até o momento, apenas 4 países possuem transmissão comunitária : Coreia do Sul, Itália e Irã, além da China.

Atualmente, pelo menos seis casos foram contraídos por transmissão local no Brasil, sendo quatro em São Paulo, um Bahia e um no Rio. Ao todo, cinco pacientes estão hospitalizados , o estado de saúde deles ainda não foi divulgado.

Além dos casos confirmados, cerca de 907 casos suspeitos ainda são monitorados. Apenas três estados brasileiros não contam com nenhum caso confirmado ou suspeito de coronavírus , sendo eles Roraima, Amapá e Tocantins.

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