A Europa é o novo epicentro da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), informou em comunicado a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira. A pandemia do novo coronavírus provocou a morte de 5.043 pessoas no mundo, a maioria na China continental, de acordo com um balanço da agência AFP elaborado com informações de fontes oficiais.

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Agência Brasil/Fernando Frazão
O coronavírus provocou a morte de mais de 5 mil pessoas ao redor do mundo.


Na China continental faleceram 3.176 pessoas, na Itália 1.016 e no Irã 514. Estes são os três países mais afetados pela Covid-19 . Desde o surgimento do vírus no fim de dezembro, mais de 134.300 pessoas foram contaminadas em 121 países e territórios.

De acordo com o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva pela internet, a morte de mais de 5 mil pessoas é um "hito trágico".

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Na última quarta-feira, a  OMS decretou pandemia após semanas de resistência. Apesar disso, Ghebreyesus pontuou que, apesar da mudança de categoria representar uma nova etapa da disseminação do Sars-CoV-2, a palavra pandemia deve ser utilizada com "muita responsabilidade" para não gerar pânico generalizado.

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Fernanda Frazão/Agência Brasil
A OMS declarou pandemia do coronavírus nesta quarta-feira (11).

Havia pressão de diferentes países, inclusive o Brasil, para que a entidade reconhecesse o estado de pandemia. Na última quinta-feira, Ghebreyesus procurou acalmar as tensões ao redor do mundo e voltou a reforçar que a pandemia é "controlável".''Esta é uma pandemia controlável. Mas precisamos de maior vigilância para identificar, isolar, diagnosticar e tratar cada caso e romper a cadeia de transmissão'' disse Ghebreyesus. ''Alguns países não estão enfrentando a ameaça com o compromisso político necessário" Completa.

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Até agora diferentes lideranças internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, têm sido criticados pela condução da crise global. Caso não haja ações coordenadas, no entanto, Nanshan alerta que a pandemia poderá se prolongar muito além de junho.

Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro testou negativo para o novo coronavírus , segundo informou o próprio presidente em rede social. Ele começou a ser monitorado desde a manhã de quinta-feira, quando o secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, foi diagnosticado com a doença.

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