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Tratamento com plasma sanguíneo contra a Covid-19 tem mostrado benefícios

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, afirmou que os primeiros resultados sobre o uso de plasma sanguíneo como tratamento para a Covid-19 devem estar disponíveis em 30 dias. O anúncio foi feito em entrevista coletiva nesta segunda-feira (13) no Palácio do Planalto na qual a pasta detalha as medidas de combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Até o momento, Vianna disse que "não temos tratamento que se provou que cura a doença" e, por isso, a comunidade científica está em busca de alternativas.

O secretário disse que está em avaliação a transfusão de plasma de pessoas que tiveram Covid-19 para tratar quem está doente. "Começamos força-tarefa no Brasil que está fazendo uma frente para dar resposta sobre isso. Em 30 dias, teremos resultados preliminares para dar respostas a nós, gestores de saúde, para usar de forma segura nos pacientes."

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Embora o procedimento seja promissos e sinalize benefícios, Vianna alertou que é preciso avaliar os eventuais danos. "Acreditamos que se avaliar de forma crítica essas terapias, teremos retornos no curto prazo."

Até agora, a cloroquina tem se apresentado como a principal alternativa para tratar a Covid-19, embora ainda não existam estudos que comprovem sua eficácia. Por conta disso, o uso do medicamento adquiriu contornos políticos, com o presidente Jair Bolsonaro defendendo sua aplicação generelizada e o Ministério da Saúde o recomendando somente para pacientes em casos críticos ou graves.

Vitamina D

Vianna também fez comentários sobre o uso de vitamina D. Ele alertou que a substância não é isenta de problemas e que, até o momento, não há evidências de eficácia para recomendar aos pacientes com Covid-19.

Conforme a explicação do secretário, diferente de outras vitaminas que, quando em excesso no organismo, são eliminadas na urina, a vitamina D pode ficar acumulada e causar danos. "Não façam uso de forma indiscriminada", afirmou.

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