A pandemia do novo coronavírus (Sars-coV-2) é uma guerra de todos. Sabendo disso, recentemente a revista The New Journal of Medicine  listou seis passos para vencer a batalha contra a Covid-19 em dez semanas. 

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Pixabay/Tumisu
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Assinado pelo médico Harvey V. Fineberg, o texto fala sobre os efeitos da Covid-19 na saúde e na economia e reforça que há uma opção que pode, simultaneamente, limitar as mortes e fazer a economia girar novamente.

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"Essa escolha começa com uma campanha enérgica e concentrada em erradicar o vírus nos Estados Unidos. O objetivo não é achatar a curva, mas, sim, esmagar a curva. A China fez isso em Wuhan. Nós podemos fazer isso neste país em dez semanas", escreveu.

Ainda de acordo o texto, com conhecimento suficiente sobre o inimigo será possível "reenergizar a economia sem colocar vidas adicionais em risco".

Confira os seis passos citados para derrotar a Covid-19:

  • Criar um comando unificado 

"O presidente deve surpreender seus críticos e apontar um comandante que responda diretamente a ele. Essa pessoa teria a confiança do presidente e deveria ganhar a confiança do povo americano. Ele não seria um coordenador das diferentes agências americanas. O comandante teria o poder e autoridade para mobilizar qualquer recurso necessário para ganhar a guerra e pedir para cada governador apontar um comandante estadual com autoridade similar".

  • Disponibilizar testes em larga escala

"Nem todo mundo precisa fazer o teste, mas todo mundo com sintoma, sim. O país precisa se preparar para fazer milhões de testes em duas semanas. Essa foi a chave do sucesso da Coreia do Sul. Sem testes não podemos traçar o escopo da epidemia. Use maneiras criativas para mobilizar os laboratórios de pesquisa nacionais a oferecer testes e encaminhe pessoas com testes positivos para avaliações médicas".

  • Fornecer equipamentos essenciais

"Oferecer EPIs (equipamentos de proteção individual) para cada profissional da saúde na linha de frente do cuidado dos pacientes e na testagem deveria ser o padrão. Não mandaríamos soldados para a guerra sem uniforme adequado; profissionais de saúde nesta guerra não merecem menos que isso. O mesmo serve para ventiladores e outros equipamentos de que os hospitais mais precisam".

  • Dividir a população em cinco grupos

"Precisamos saber 1) quem está infectado, 2) quem está possivelmente infectado (pessoas com sintomas sugestivos de Covid mas com testes negativos), 3) quem foi exposto ao vírus, 4) quem não sabe se foi exposto ou infectado, 5) quem se recuperou da infecção e está imune".

"Análises de sintomas e testes vão ajudar a identificar quem pertence aos quatro primeiros grupos. Crie enfermarias em centros de convenção vazios para os casos leves e moderados e interne pessoas em estado grave ou com maior risco de agravarem; o isolamento para todos os pacientes vai reduzir a transmissão para familiares. Transforme hotéis vazios em centros de quarentena para abrigar os que se expuseram ao vírus e os separe da população por duas semanas".

"Para identificar o quinto grupo é preciso desenvolver testes com base em anticorpos, o que pode mudar o cenário na hora de restabelecer a economia de forma rápida e segura".

  • Inspirar e tranquilizar a população

"Todos têm que fazer sua parte, e esforços em pesquisas, testes, mídia social, inteligência artificial devem ser intensificados.

Depois que todos os profissionais tiverem as máscaras que necessitam, os Correios e empresas privadas poderiam entregar máscaras e álcool em gel para todas as casas americanas. Se todos usarem máscaras ao sairem, os pré-sintomáticos e os infectados terão menos risco de passar a infecção aos outros, e não haverá estigma".

  • Tornar as pesquisas mais eficazes

"Os cuidados clinicos melhorariam muito com tratamentos antivirais eficazes, e toda opção plausível deve ser investigada. Médicos precisam ter parâmetros melhores das condições dos pacientes para saber quem pode ter o quadro agravado mais rapidamente. As decisões sobre a reabertura devem ser tomadas com base em ciência e em dados sobre quantos foram infectados e se estão imunes".

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"Se o país agir imediamente, poderá declarar vitória contra a Covid-19 no aniversário do Dia D, em 6 de junho de 2020", finaliza o editorial.

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