Sorológico, RT-PCR ou teste rápido? Saiba qual o mais indicado para a sua situação
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Sorológico, RT-PCR ou teste rápido? Saiba qual o mais indicado para a sua situação

A realização do teste de Covid-19, além de possibilitar o início de um tratamento, pode funcionar também para detectar uma possível imunidade ao vírus. No entanto,  existem diferentes modalidades de exames e é importante saber qual é o mais indicado para cada situação. 

Início de sintomas suspeitos

Caso você tenha começado a ter sintomas como febre, cansaço e perda do paladar e olfato, o teste mais indicado é o RT-PCR, considerado "padrão ouro" pelas autoridades de saúde.

Esse exame detecta a presença do vírus entre o 3º e 10º dia dos primeiros sintomas e é obtido através da coleta do material genético do vírus presente na secreção nasal ou na garganta, coletada com uma espécie de cotonete (swab). 

O RT-PCR precisa de pedido médico para ser realizado e, na maioria dos casos, demora mais de 24 horas para o resultado ficar pronto.

Sintomas leves a mais de 10 dias 

Nesse caso, o teste de RT-PCR já não é tão eficaz. Após o 7º dia de infecção, o paciente deve procurar um teste sorológico, que pode detectar tanto proteínas do próprio vírus (antígenos) quanto proteínas produzidas pelo organismo em resposta ao vírus (anticorpos – lgG e lgM).

Entre os sorológicos, temos o teste automatizado, que utiliza tecnologia de quimioluminescência e de imunocromatografia. Eles podem indicar se o paciente segue com o Sars-Cov-2 no organismo ou se o vírus já foi combatido, deixando o paciente teoricamente imune a uma nova infecção.

Quero saber se estou imune ao vírus

Nesse caso, o melhor diagnóstico é através do teste rápido  sorológico. O exame detecta se o corpo teve contato com o vírus e desenvolveu proteção contra ele (as imunoglobulinas IgM e IgG). 

O teste é realizado através de uma amostra de sangue total, soro ou plasma do paciente por furo no dedo ou na veia, sem necessidade de apresentar pedido médico. O resultado sai, em média, dentro de 30 minutos.

Apesar de vendido em farmácias e drogarias, é bom reforçar que o exame deve ser interpretado por um médico ou técnico da área da saúde. O teste rápido não detecta a presença do vírus na fase aguda dos sintomas.

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